Banco de Portugal

Falta de moedas de cinco e dez cêntimos aumentam encomendas do Banco de Portugal

Existência de mais ou menos máquinas de pagamentos com moedas e preços de transportes públicos justificam escassez destas moedas.

A falta de moedas de cinco e de dez cêntimos levou o Banco de Portugal em 2017 a antecipar as compras de moeda previstas para 2018. Esta situação levou a INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda a produzir 231 milhões de moedas correntes em 2017, o número mais elevado desde 2002, segundo o relatório e contas desta entidade.

A “existência de mais ou menos máquinas que aceitem pagamentos com moedas” e “os preços dos transportes públicos, das portagens e do tabaco” levaram ao aumento da procura por estas moedas, explica fonte do Banco de Portugal na edição desta segunda-feira do Correio da Manhã.

O mesmo relatório lembra a troca de 270 milhões de moedas com o Banco Central da Irlanda: enquanto Portugal recebeu moedas de um e de dois cêntimos, Dublin ficou com moedas de dois euros. Segundo o supervisor bancário, o aumento dos turistas em Portugal levou a um excedente da moeda de euro mais valiosa, que não é produzida em território nacional desde 2006.

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