Faltam 460 mil empregos para atingir meta dos fundos europeus

Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho

Grécia, Espanha, Chipre e Portugal são os países da zona euro que mais distantes estão das metas de emprego definidas na estratégia Europa 2020, que enquadra o novo envelope fundos europeus, apesar de terem recuperado algum do atraso em 2014.

A Portugal falta-lhe criar cerca de 462 mil empregos até 2020, o mesmo que dizer: aumentar a taxa de emprego em 7,4 pontos percentuais da população total dos 20 a 64 anos neste período.

Segundo informa hoje o Eurostat, “pela primeira vez desde a crise financeira, a taxa de emprego da população dos 20 aos 64 anos da União Europeia aumentou em 2014”. Nos 28 países, a taxa de emprego atingiu 69,2% da população, mas a meta da Europa 2020 é 75%.

No caso de Portugal, que melhorou aquela taxa de emprego de 65,4% em 2013 para 67,6% no ano passado, ainda tem muito para andar. A meta nacional (inscrita no programa plurianual Portugal 2020) diz que o país deve melhorar a taxa de emprego até 75% nos próximos seis anos. A distância face ao objetivo é uma das maiores da Europa e a terceira pior da zona euro.

Em números absolutos, e considerando que a população residente dos 20 aos 64 anos ronda os 6,4 milhões de pessoas, significa que aquela diferença de 7,4 pontos percentuais face à meta europeia equivale aos cerca de 460 mil postos de trabalho que têm de aparecer entretanto, em termos líquidos. Isso colocaria o emprego total (a valores de hoje) em quase cinco milhões de pessoas

Grécia, o pior caso; Malta, o melhor

Grécia é o país que mais longe está das metas, com um hiato de 16,7 pontos percentuais na taxa de emprego. Logo a seguir vem Espanha (14,1 pontos).

Na Europa, três países já superar a sua meta de 2020. Malta (mais 3,3 pontos face ao objetivo), Alemanha (0,7 pontos) e Croácia (0,2).

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, vangloriou-se ontem de terem sido “criados perto de 130 mil postos de trabalho na economia nos últimos oito trimestres”. E atirou logo contra o PS de Sócrates. “Não sei se se recordam de uma antiga promessa eleitoral de criação de 150 mil postos de trabalho”, disse no Parlamento.

Passos, que errou no número por escassos milhares (nos últimos oito trimestres o emprego subiu 122,5 mil postos, segundo o INE), não disse foi que nos oito trimestres precedentes (entre o 2º trimestre de 2011, nas vésperas da chegada do PSD-CDS ao poder e o 1º trimestre de 2013) a sua legislatura ficou marcada pela destruição de quase 445 mil postos de trabalho, o que anula totalmente os 130 mil casos de sucesso levados ao debate.

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