Paris

Famílias mais ricas de França vão doar milhões para recuperar Notre Dame

EPA/IAN LANGSDON
EPA/IAN LANGSDON

Donos dos grupos LMVH e Kering prometem doar cerca de 300 milhões de euros. Onda de solidariedade estende-se a todo o mundo.

Com o fogo controlado, é tempo de fazer contas aos danos. O incêndio que devastou a catedral de Notre Dame de Paris chocou o mundo, e está a gerar uma onda de solidariedade. Milionários, políticos e anónimos juntam-se agora para recuperar o que o fogo destruiu.

Na manhã desta terça-feira, no rescaldo do incêndio, duas das famílias mais ricas de França prometeram doar um total de 300 milhões de euros para ajudar na reconstrução do monumento.

A família de Bernard Arnault, dona do grupo LVMH, vai doar 200 milhões de euros. “A família Arnault e o grupo LVMH gostariam de demonstrar a sua solidariedade perante esta tragédia nacional, e juntam-se para ajudar a reconstruir esta extraordinária catedral, que é um símbolo de França, da sua herança e da união francesa”, lê-se no comunicado emitido pelo grupo que detém a Louis Vuitton.

Além de Arnault, também a família que detém o grupo Kering, detentor de marcas de luxo como a Gucci, prometeu doar 100 milhões de euros. “Esta tragédia atinge todos os franceses e todos os que têm uma ligação aos valores espirituais. Face a esta tragédia, queremos ajudar esta joia da nossa herança a ganhar vida outra vez”, sublinha François-Henri Pinault, líder do grupo, numa nota emitida hoje. François Pinault, pai de François-Henri Pinault, é a 23ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna avaliada em 33 mil milhões de euros.

Ainda não há estimativa sobre a grandeza dos danos causados pelo incêndio que deflagrou ao final da tarde de segunda-feira na catedral. É certo, no entanto, que a reconstrução irá prolongar-se por vários anos.

Firefighters work at Notre-Dame Cathedral after a massive fire devastated large parts of the gothic gem in Paris, France, April 16, 2019.  REUTERS/Benoit Tessier

Foto: REUTERS/Benoit/Tessier

Esta madrugada o presidente francês, Emmanuel Macron, quis deixar uma “palavra de esperança”, garantindo que vão ser feitos todos os esforços para reconstruir a catedral. O primeiro passo será o lançamento de uma recolha de fundos, revelou Macron.

“A reconstrução, que vai custar muito dinheiro, vai mobilizar todo o país, os melhores arquitetos, os melhores artesãos de França, talvez do mundo”, reforçou Valérie Pécresse, presidente da região de Ile-de-France, que vai desbloquear 10 milhões de euros para os trabalhos de reconstrução.

A presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, anunciou uma contribuição de 50 milhões de euros para as obras.

Entretanto no website de financiamento coletivo GoFundMe já foram lançadas 50 campanhas, em todo o mundo, dedicadas à reconstrução de Notre Dame. Em declarações à Reuters, um dos responsáveis pela plataforma garantiu que a GoFundMe vai trabalhar com as autoridades “para encontrar a melhor forma de fazer chegar o dinheiro onde ele faz falta”.

O fogo na catedral de Notre Dame teve início ao final da tarde de segunda-feira. Ainda não são conhecidas as causas do incêndio, mas há suspeitas de que a origem esteja nas obras de renovação que estavam a decorrer, e que estavam avaliadas em quase sete milhões de euros. A catedral é um dos principais símbolos de Paris e o seu monumento mais visitado, recebendo cerca de 13 milhões de turistas todos os anos.

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