Comércio

Famílias portuguesas preveem gastar 338 euros no Natal

Sites e lojas de rua ganham clientes no Natal, centros comerciais perdem.
Fotografia: Leonardo Negrã‹o/Global Imagens
Sites e lojas de rua ganham clientes no Natal, centros comerciais perdem. Fotografia: Leonardo Negrã‹o/Global Imagens

Os portugueses preveem gastar menos 21 euros este Natal do que em 2016, num total de 338 euros, segundo um estudo da Deloitte.

Os portugueses preveem gastar 338 euros este Natal, repartidos entre presentes (53%), alimentação e bebidas (34%) e eventos sociais (13%), uma redução de 21 euros face a igual período de 2016, segundo um estudo da Deloitte.

“O principal destaque nesta edição é a evolução muito favorável das expectativas dos consumidores portugueses em relação à sua situação económica e poder de compra, pela primeira vez, desde que o estudo é realizado, Portugal é mais otimista de todos os países analisados e aquele onde se observou a maior evolução face ao ano passado”, refere, em comunicado, o parceiro associado de retalho e produtos da Deloitte, Pedro Miguel Silva.

De acordo com o “Estudo de Natal 2017”, entre 2009 e 2014, registou-se um decréscimo superior a 50%, no consumo dos portugueses, estimado para a época natalícia, de 620 para 270 euros por agregado.

Entre 2015 e 2016, começou a registar-se uma tendência crescente.

No período de referência, 39% dos inquiridos, a nível nacional, avaliam a situação atual da economia como “positiva” e 20% avaliam o estado atual como “negativo”.

Jé, em 2016, 15% avaliou a situação económica como “positiva” e 49% como “negativa”.

“Relativamente ao estado futuro da economia, a maioria dos países europeus, incluindo Portugal, tem uma expectativa de evolução igualmente positiva, com apenas a Grécia a apresentar um saldo desfavorável nas respostas dadas”, lê-se no estudo.

Portugal lidera este indicador com 32% dos inquiridos a revelar uma expectativa “positiva”, face aos 4% verificados em 2016.

No que se refere ao Orçamento do Estado para 2018, dois terços dos portugueses inquiridos consideram que terá um impacto “positivo” ou “neutro” no seu comportamento de compra.

O estudo revela ainda que a perceção geral dos países inquiridos face à evolução do seu poder de compra “tem-se mantido, relativamente, estável desde 2009, com um saldo entre respostas que tem variado entre os 20 e 30 pontos negativos”.

Em 2017, a média europeia foi de -20%, o valor mais alto registado desde 2011.

Entre os inquiridos, Portugal é o único país que sente que o seu poder de compra evoluiu, favoravelmente, face ao ano anterior.

“O saldo entre respostas positivas e negativas é, este ano, de +2%, o que representa uma subida de 25 pontos percentuais, face a 2016”, conclui a Deloitte.

O “Estudo de Natal 2017” abrangeu 10 países e foi desenvolvido com base numa amostra representativa de consumidores europeus, num total de 8.154 inquiridos, dos quais 762 portugueses, durante o mês de outubro de 2017.

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