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FDA aprova: iQos já pode ser vendido nos EUA

Andre Calantzopoulos, CEO da PMI.
(REUTERS/Kim Kyung-Hoon)
Andre Calantzopoulos, CEO da PMI. (REUTERS/Kim Kyung-Hoon)

Sistema de tabaco aquecido da Philip Morris passou em centenas de testes científicos.

Várias entidades já tinham lançado o repto, para se “salvar vidas” entre aqueles que não querem ou não conseguem deixar de fumar, e enfim chega a autorização. A Food and Drug Administration (FDA) comunicou hoje que o sistema de tabaco aquecido da Philip Morris International (PMI) “é apropriado para a proteção da saúde pública”, aceitando que o iQos passe a ser vendido nos Estados Unidos.

A decisão da FDA vem na sequência de um conjunto de estudos e trabalho intensivo empreendido pela instituição de saúde sobre o iQos desde 2017. Este será o primeiro produto de tabaco aquecido eletricamente a entrar para a lista de produtos de venda aprovada nos EUA desde que a lei deu à FDA poderes para regular os produtos de tabaco, em 2009. Considerou-se agora comprovado que, ao contrário dos cigarros tradicionais, o sistema de tabaco aquecido da PMI aquece mas não implica combustão, pelo que os riscos são drasticamente reduzidos para quem não quer ou não consegue deixar de fumar.

Esta era uma pretensão pela qual lutavam não apenas a Philip Morris, dona da Tabaqueira portuguesa, mas também especialistas, médicos e até representantes de organizações antifumo europeus e americanos, como Cliff Douglas. O vice-presidente da American Cancer Society há 30 anos chegou mesmo a comparar a abordagem das organizações de saúde ao tabaco aquecido com a atitude cega relativamente aos primeiros casos de SIDA. “O cigarro é como as agulhas usadas, temos de separá-lo da substância. A nicotina não mata, o fumo é que mata. Só agindo rapidamente sobre as verdadeiras causas poderemos evitar milhões de mortes entre fumadores e a falta de regulação no sentido de incentivar a substituição dos cigarros por alternativas sem fumo é como, perante uma epidemia de uma doença sexualmente transmissível, apelar à abstinência sexual e rezar para que nos oiçam, em vez de advogar o uso de preservativos”, afirmou numa conferência dedicada o tema, no ano passado, em Washington. (Leia mais aqui)

“Esta decisão da FDA de autorizar o iQos nos EUA é um passo muito importante para os cerca de 40 milhões de fumadores americanos”, reagiu já André Calantzopoulos, CEO da Philip Morris. “Alguns desses vão deixar os cigarros, mas muitos não o farão, e para esses o iQos constitui uma alternativa sem fumo” que reduz substancialmente o risco. O responsável lembra que, em apenas dois anos, se estima que 7,3 milhões de pessoas no mundo terão deixado de fumar e adotado o iQos – “e esta decisão da FDA permite aos americanos terem essa mesma alternativa”.

Estudos independentes confirmam: tabaco aquecido é melhor do que fumar. Leia aqui

Afirmando-se “absolutamente determinado” a substituir os cigarros tradicionais por produtos alternativos de tabaco sem fumo, Calantzopoulos considerou esta autorização da FDA um “momento histórico”, congratulando-se ainda pela clareza dos parâmetros de comercialização aprovados, que incluem campanhas de marketing que ajudarão a maximizar a possibilidade de os adultos que queiram substituírem o fumo por esta alternativa e a minimizar a utilização destes produtos por outras pessoas. “A FDA pôs alta a fasquia e estamos muito entusiasmados por poder trabalhar com a instituição para implementar políticas que permitam que o iQos chegue a quem deve: adultos que são hoje fumadores.”

A venda do iQos nos EUA será feita através da Altria (asubsidiária Philip Morris não tem atualmente presença direta no país).

Entidades oficiais como a Public Health England ou o Instituto Alemão para a Avaliação do Risco, entre outros, haviam já reconhecido “a existência de uma redução média de 90% a 95% da toxicidade dos novos produtos de administração de nicotina sem combustão, com ou sem tabaco, por comparação com o fumo dos cigarros”.

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