“O coronavírus apresenta riscos crescentes para a atividade económica”, começa por indicar a Reserva Federal num comunicado emitido nesta terça-feira, dia 3 de março.
Na nota, a Fed sublinha que “face as estes riscos e tendo em conta o mandato (emprego e estabilidade dos preços), o Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) decidiu baixar o intervalo para a taxa de reservas dos fundos federais em 1/2 percentual”. É a primeira vez que a Reserva Federal faz uma intervenção de emergência desde a crise financeira de 2008.
Na segunda-feira, o presidente norte-americano tinha pedido um corte significativo na taxa de juro diretora à semelhança de outros bancos centrais. Pouco depois deste anuncio da Fed, Donald Trump afirmou no Twitter que era preciso mais.
The Federal Reserve is cuting but must further ease and, most importantly, come into line with other countries/competitors. We are not playing on a level field. Not fair to USA. It is finally time for the Federal Reserve to LEAD. More easing and cutting!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) March 3, 2020
O corte anunciado é mais modesto do que Donald Trump poderia querer, mas é um sinal aos mercados do potencial impacto do Covid-19 na economia norte-americana.
G-7 pronto para responder
Esta decisão da Reserva Federal surge depois das sete maiores economias mundiais se terem comprometido a usar “todas as ferramentas” para lidarem com o vírus.
O grupo dos principais países industrializados anunciou que estava “pronto para tomar ações, incluindo medidas orçamentais, para ajudar na resposta.”
A declaração conjunta dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá foi emitida após uma teleconferência de emergência entre os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais, liderada pelo secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin e pelo presidente da Reserva Federal, Jerome Powell.
Atualizada com mais informação às 15h35, com novo Tweet de Donald Trump
