Política Monetária

FED deve subir taxas de juro em junho

Fotografia: Gary Cameron/Reuters
Fotografia: Gary Cameron/Reuters

Economia norte-americana está a recuperar, dando argumentos ao banco central daquele país para avançar com um aumento das taxas já no próximo mês.

A Reserva Federal Norte-Americana (FED) parece estar a preparar-se para subir as taxas de juro nos Estados Unidos em junho.

Depois das declarações na sexta-feira da presidente da FED, Janet Yellen, que disse considerar “adequado” uma subida das taxas nos próximos meses hoje foi a vez do presidente da FED de St. Louis, James Bullard, a dizer que os mercados parecem “bem preparados” para uma subida das taxas de juro no verão, embora não tenha especificado uma data.

“Acredito que os mercados estão bem preparados para um possível aumento global das taxas e que isso não é muito surpreendente devido ao nosso crescimento desde dezembro e à política do comité, que tem sido tentar normalizar as taxas gradualmente ao longo do tempo, afirmou Bullard em conferência de imprensa, depois de ter falado numa conferência em Seul, na Coreia do Sul, e citado pela Reuters.

A FED subiu as taxas de juro em dezembro pela primeira vez em quase uma década, mostrando confiança no crescimento da economia nos Estados Unidos e sinalizou que, em 2016, poderiam existir quatro aumentos das taxas.

No entanto, a volatilidade nos mercados internacionais e o abrandamento da economia na China levaram a que a FED adiasse as subidas, com Yellen a sinalizar preocupações com a economia global. Os estudos feitos a economistas nos últimos meses têm apontado para uma probabilidade de duas subidas de taxas – em setembro e dezembro -, apesar dos dados positivos relativamente à economia norte-americana: o emprego está a crescer, apesar da redução do valor dos salários, o desemprego está perto dos 4% e há sinais de que a inflação chegará aos objetivos.

Nas últimas semanas, contudo, tem sido referida com mais frequência a probabilidade de uma subida das taxas já em junho, especialmente depois da publicação das minutas da última reunião da FED e das declarações de Yellen, que abandonou o registo conservador (‘dovish’) que tem adoptado nas suas intervenções).

Já James Bullard é um dos governadores que mais defende a subida das taxas de juro e referiu, na mesma conferência, que o crescimento do PIB nos Estados Unidos parece ter-se materializado no segundo trimestre, embora não se tenha pronunciado sobre uma subida das taxas em junho ou julho, na altura da próxima reunião de política monetária do banco central norte-americano.

Dados revelados sobre o crescimento nos Estados Unidos na sexta-feira mostram que o crescimento não foi tão fraco como o esperado, o que sustenta a visão de subida das taxas. Os economistas referiram que o forte crescimento, juntamente com sinais de que a economia está a ganhar tração no segundo trimestre, podem dar à FED os argumentos necessários para uma subida das taxas no próximo mês.

 

 

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