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Férias. O que saber para não se endividar com um crédito

(D.R.)
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Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Proteção Financeira da Deco, deixa alguns conselhos a ter em conta quando planear as suas férias.

Antes de contrair um empréstimo para ir de férias, há uma série de conselhos que deve seguir. Nunca se esqueça de que um empréstimo é uma dívida que tem de pagar depois do período descanso.

Para Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Proteção Financeira da Deco (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor), a “regra de ouro” é traçar um orçamento com quanto tem de gastar e que recursos tem disponíveis para o fazer. “O orçamento permite o controlo, que muitas vezes não existe em período de férias”, conta Natália Nunes ao Dinheiro Vivo. A falsa sensação de ter muito dinheiro disponível, causada pelo subsídio de férias, leva a esta falta de controlo, de acordo com a especialista.

Depois de feito o orçamento, se perceber que não tem capacidade para pagar as suas férias a pronto pagamento, pode então optar por contrair um crédito. O conselho da Deco é escolher conscientemente o produto de acordo com as características e a TAEG (Taxa Anual Efetiva Global), que quanto mais baixa melhor. “É fundamental escolher o crédito consoante o custo que ele vai ter para mim”, aconselha Natália Nunes.

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Por fim, durante o período de férias deve controlar os gastos. “Se eu já fiz o tal orçamento de acordo com a minha situação financeira, então depois não posso deixar derrapar aquilo que planeei. Se isso acontecer o mais provável é o recurso aos cartões de crédito”. Natália Nunes não nega que o cartão de crédito possa ser um bom instrumento. Mas, isso só acontece se for pago a 100%. “Mas aquilo que verificamos é que na maioria das vezes não há essa possibilidade”.

A responsável da Deco lembra que setembro é um mês de grandes encargos, nomeadamente para aqueles que têm filhos em idade escolar.

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