Ferreira de Oliveira: “Maior crime ambiental da nossa sociedade é existir pobreza”

Ferreira de Oliveira, CEO da Galp
Ferreira de Oliveira, CEO da Galp

A pobreza é o maior desafio que a sociedade contemporânea e as cidades em todo o mundo enfrentam neste início do século XXI, considera o presidente da Galp.

“O maior crime ambiental da nossa sociedade é existir pobreza nas grandes cidades”, disse Ferreira de Oliveira durante a apresentação das conclusões do Fórum Mundial Porto 21 sobre Cidades e Desenvolvimento Sustentável.

“A primeira grande tarefa da sociedade é combater a pobreza nas cidades. A cidade mais poluída, mais suja, é a cidade onde existe mais pobreza”, sublinhou.

A Galp também contribui para erradicar a pobreza , apontou o presidente da petrolífera, defendendo que os governos devem ter a luta contra a pobreza na sua agenda.

“A nossa visão é tudo fazer para ter uma empresa eficiente que paga impostos aos governos que elegemos para que possam ter recursos para combater a pobreza”, disse.

A energética patrocina todos os anos dezenas de mestrados que apontam novos caminhos na eficiência, de forma a criar novas soluções nesta área.

“Percorremos 120 empresas do nosso país, e, das recomendações que os jovens fazem, mais de 30% são executadas pelas empresas. Essas empresas compram-nos um pouco menos, mas são mais eficientes energeticamente”, afirmou.

Ferreira de Oliveira também destacou que a aposta da Galp na sustentabilidade levou a energética a ser uma das apenas 15 empresas petrolíferas em todo o mundo a integrar o indicador Dow Jones Sustainability Index. “Esta é uma referencia que nos qualifica”, disse.

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O Fórum Mundial Porto21 realizou-se em abril sob o tema Cidades e o Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de juntar os esforços das instituições e da sociedade civil para criar um plano de acção para promover a sustentabilidade.

Do encontro saíram três conclusões: as cidades são focos de um desenvolvimento sustentável; a cultura é um pilar transversal da sustentabilidade, a par dos pilares económicos, sociais e ambientais; a sociedade deve dar prioridade à mobilidade, inovação e eficiência energética.

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