Arrendamento

Fidelidade reage a “rumores infundados” e nega despejos em Loures

A Fidelidade emitiu um comunicado para reagir ao que considera ser “rumores infundados” e nega que vá haver despejos em Loures.

Depois de várias notícias, a Fidelidade decidiu reagir ao que considera ser “rumores infundados” e nega que os inquilinos dos prédios na freguesia de Santo António dos Cavaleiros, em Loures, sejam alvo de despejos.

Em meados de março surgiram notícias que indicavam que cerca de uma centena de famílias, que vive em prédios da Fidelidade em Loures, estavam a ser informadas de que os seus contratos não iam ser renovados.

Agora, a seguradora, num comunicado presente em vários jornais desta quarta-feira, 4 de abril, diz que “assistiu na última semana à propagação de um rumor infundado, amplamente noticiado pela comunicação social, sobre um hipotético despejo de moradores de imóveis que detém na Freguesia de Santo António dos Cavaleiros”, em Loures.

A seguradora liderada por Jorge Magalhães Correia (na foto) defende que “tem a obrigação de fazer uma gestão cuidada dos seus ativos”. E que “após a entrada em vigor do novo regime do arrendamento urbano, a Fidelidade tem vindo a atualizar os contratos de arrendamento dos imóveis de que é proprietária, processo que iniciou em 2013, ainda quando a empresa era detida pelo Estado”.

“No caso dos três prédios de que é proprietária em Santo António dos Cavaleiros, a Fidelidade não realizou, nem realizará, quaisquer ‘despejos’”, garante a seguradora em comunicado.

A Fidelidade diz, ainda, que “ao contrário do que foi noticiado”, em fevereiro foram enviadas oito cartas “num universo de 126 inquilinos, comunicando a oposição à renovação automática dos respetivos contratos de arrendamento”. A seguradora assume que está previsto o envio de mais sete cartas até ao final deste semestre “mantendo a Fidelidade total abertura para negociar em todos os casos”.

A seguradora, que foi comprada pelos chineses da Fosun, diz também que no âmbito do processo de recomposição da carteira de imóveis “não tomou qualquer decisão sobre a alienação dos três imóveis situados em Santo António dos Cavaleiros”. “No entanto, se vier a decidir aliená-los, expressa desde já o seu compromisso de, mesmo que essa possibilidade não resulte da lei, dar ao Município de Loures a opção de adquirir preferentemente esses ativos e, dessa forma, prosseguir a política que entenda adequada”.

Por fim, a empresa diz que “vai cooperar com a secretaria de Estado da Habitação” para o desenvolvimento de soluções de seguro e proteção inovadoras que visam o acesso ao arrendamento. “A Fidelidade reitera a sua disponibilidade para dialogar com todos os interessados”, remata.

Entretanto, o grupo parlamentar do PS tinha requerido, de acordo com a Lusa, “com caráter de urgência”, a audição dos membros do conselho de administração da Fidelidade, relativamente à renovação de contratos de arrendamento em Santo António dos Cavaleiros, requerimento esse que foi aprovado ontem, por unanimidade, na comissão parlamentar.

A deputada e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, citada pela Lusa, avançou que a autarquia já fez diligências para exercer o direito de preferência na compra dos imóveis da Fidelidade.
“Admito que algumas das pessoas desta lista enorme nem sonham que este problema lhes pode bater à porta”, disse Helena Roseta, explicando que as pessoas vão receber a carta da oposição do senhorio à renovação do contrato.

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