Fidelidade

Fidelidade trava cartas de despejo e repensa estratégia habitacional

Ana Pinho, secretária de Estado da Habitação.
Fotografia: Cristiana Milhão / Global Imagens
Ana Pinho, secretária de Estado da Habitação. Fotografia: Cristiana Milhão / Global Imagens

Seguradora terá resposta até final do mês sobre a nova estratégia de habitação no concelho de Loures e não só, diz Ana Pinho, com a tutela desta pasta

A Fidelidade travou o envio de cartas de despejo aos inquilinos das casas das quais é proprietária e prometeu ao governo rever a sua estratégia habitacional para o concelho de Loures e não só. A garantia foi dada esta terça-feira por Ana Pinho, secretária de Estado da Habitação, a ser ouvida no Parlamento após requerimento do PCP.

“A Fidelidade mostrou total abertura para repensar toda a sua estratégia no plano habitacional, para reforçar a função social e proteger melhor a situação dos inquilinos”, detalhou a governante que espera uma “resposta ainda este mês”.

A seguradora, adiantou Ana Pinho, pretende “renegociar os contratos em causa e não proceder a mais nenhuma notificação” de despejo.

Na última semana, vários inquilinos foram notificados para saída de casas em Loures, nomeadamente na freguesia de Santo António dos Cavaleiros. O PCP diz que são “mais de 150 famílias, muitos idosos, pessoas há mais de 20 e 30 anos naqueles prédios”.

Para o Partido Comunista Português (PCP) o governo deve avançar com “um compromisso inadiável e construção de uma outra lei que promova a habitação” e ainda uma “solução para moradores que já foram notificados para despejo, mas também o que estão em situação transitória”.

Miguel Santana, administrador da Fidelidade Property, já veio indicar que a seguradora não está a promover despejos, antes está a “fazer oposição à renovação automática [dos contratos] para fomentar o diálogo com cada um dos inquilinos”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Foto: DR

Telecomunicações: Há sete anos que preços sobem mais do que na UE

Fotografia: RODRIGO ANTUNES/LUSA

Acordo à vista para alargamento das 35 horas a 30 mil trabalhadores

31145227_GI240418JF040_WEB

Ryanair tem até 30 de junho para travar greve europeia

Outros conteúdos GMG
Fidelidade trava cartas de despejo e repensa estratégia habitacional