Reabilitação Urbana

Figueira da Foz investe 2,5 ME para requalificar zona antiga da cidade

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Intervenção dever a estar concluída em 2019

A autarquia da Figueira da Foz vai investir cerca de 2,5 milhões de euros na requalificação de parte do núcleo antigo da cidade, intervenção prevista que deve demorar 15 meses e estar concluída no verão de 2019.

A obra, adjudicada esta sexta-feira, prevê a alteração de alguns fluxos de trânsito na área da baixa da cidade, nomeadamente em ligações à marginal ribeirinha, uma intervenção na chamada Praça Velha (onde se situa o pelourinho, o único monumento nacional da zona urbana) e requalificação das ruas dos Bombeiros Voluntários, José da Silva Fonseca, Santos Rocha e Combatentes, e outras artérias confinantes, que serão intervencionadas, quer ao nível do piso, quer ao nível das infraestruturas subterrâneas de saneamento de águas e serviços públicos.

“A obra vai implicar com as rotinas dos residentes. Caberá à Câmara explicar detalhadamente as intervenções e os troços em obra”, disse hoje o presidente da autarquia, João Ataíde, classificando os trabalhos como uma “intervenção profunda” naquela zona da cidade.

“São intervenções muito delicadas porque toda esta zona não foi pensada para a circulação automóvel”, adiantou o autarca, aludindo à área construída ao longo do século XIX, cujas ruas – que não possuem atualmente passeios e onde o estacionamento é feito sem que existam lugares especificamente delimitados para o efeito – ligam a baixa à zona alta do núcleo urbano central da Figueira da Foz.

De acordo com informação recolhida pela agência Lusa, a intervenção inclui o nivelamento do piso das vias em causa, com uma faixa central de circulação automóvel e zonas de circulação pedonal – hoje inexistentes nas referidas ruas, que não possuem passeios – e implicará a redução do número de lugares onde é possível estacionar.

Na chamada Praça Velha, a zona do pelourinho ‘perde’ o estacionamento de um dos lados, ganhando vocação mais pedonal, e a circulação automóvel passa a fazer-se (a partir do meio da praça) apenas em direção à rua do Bombeiros Voluntários. Nesta rua, no atual logradouro de dois edifícios adquiridos pela autarquia, irá nascer um parque de estacionamento público gratuito, com acesso pelo largo da igreja matriz, adjacente à zona que será alvo das obras de requalificação.

Outra obra hoje adjudicada, esta no valor de 1,3 milhões de euros e um prazo de execução de 12 meses, incide sobre a frente marítima de Buarcos, onde a autarquia pretende criar uma “grande praça” – na zona entre o teatro Caras Direitas e a muralha da vila – com espaços de lazer e privilegiando, igualmente, a utilização pedonal.

“Trata-se de gerir um conjunto de rotundas e espaços com excesso de intrusão de circulação rodoviária para funcionar como uma praça de usufruto pedonal”, resumiu João Ataíde.

O autarca assumiu que a “grande dificuldade” da autarquia nos próximos meses – as intervenções deverão iniciar-se em março, assim que estejam cumpridos os requisitos legais, nomeadamente os vistos do Tribunal de Contas – passa por “explicar aos cidadãos os incómodos que as obras vão causar”.

“Mas não há obras sem incómodos. Estamos plenamente convencidos de que estamos a melhorar a nossa cidade e a cumprir a nossa missão”, afirmou João Ataíde.

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