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Finanças: CGD precisa de menos capital porque o prejuízo foi menos mau

Mário Centeno. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Mário Centeno. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Prejuízos foram muito elevados (cerca de 1,9 mil milhões de euros), mas esperava-se que fosse pior, deixam perceber o gabinete de Mário Centeno.

A injeção pura de capital, em dinheiro, por parte do Estado português na Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi revista em baixa dos 2,7 mil milhões de euros estimados inicialmente para 2,5 mil milhões de euros porque o banco público precisa de fazer menos provisões para riscos e perdas (menos 200 milhões de euros), explicou o Ministério das Finanças nesta sexta-feira. Os prejuízos foram muito elevados (cerca de 1,9 mil milhões de euros), mas esperava-se que fosse pior, basicamente.

No dia em que foi anunciado a mega operação de recapitalização do maior banco português, o ministério de Mário Centeno vem dizer que “o aumento de capital, inicialmente estimado em até 2,7 mil milhões de euros, fixa-se agora em 2,5 mil milhões de euros, na medida em que os resultados da CGD apresentados hoje [sexta-feira] revelam que as necessidades de provisionamento são inferiores às inicialmente previstas, não havendo por isso necessidade de injetar o capital máximo que tinha sido apontado”.

Esta é a fase que se segue do “plano de Recapitalização da CGD aprovado definitivamente pela Comissão Europeia”.

A primeira, relembra o gabinete de Centeno, “foi concretizada em janeiro deste ano com a transferência das ações da Parcaixa para a CGD no valor de 500 milhões de euros e de instrumentos de capital contingentes (CoCo’s) subscritos pelo Estado, incluindo juros corridos e não pagos, no valor de 945 milhões de euros”. Este último número difere do anunciado pela Comissão Europeia, que fala em 900 milhões de euros.

Além disso, já está a decorrer o road show para angariar investidores de mercado em dívida subordinada da CGD, um produto mais arriscado, mas que também deverá ter uma remuneração mais elevada.

“A CGD irá realizar uma emissão de instrumentos de dívida com elevado grau de subordinação, num total de 930 milhões de euros, elegível para efeitos de cumprimento dos rácios de capital regulatório, dos quais 500 milhões a breve trecho e o restante até 18 meses após a primeira emissão. A subscrição da emissão será feita por investidores privados”, dizem as Finanças.

O ministério acrescenta ainda que esta linha obrigacionista “não será convertível em ações da CGD, assegurando-se a manutenção da CGD como um banco integralmente público”.

O governo sublinha que todo este plano “considera uma reorganização do banco com o objetivo de recuperar a rentabilidade de longo prazo, através de um aumento de eficiência, da redução de custos, do reforço da gestão de riscos, da modernização da sua estrutura comercial e do reforço do seu modelo de governação”.

E diz que a Comissão Europeia “considera que o plano de negócio a implementar assegurará um retorno adequado para o acionista Estado em condições idênticas às que seriam aceites por um investidor privado”.

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