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Finanças emitem menos cinco mil senhas em três anos

Fotografia: Gustavo Bom/Global Imagens
Fotografia: Gustavo Bom/Global Imagens

Atendimentos aos balcões das repartições têm vindo a diminuir: menos 5210 senhas face a 2016

O número de senhas usadas pelos contribuintes para serem atendidos nas repartições de Finanças tem vindo a diminuir de ano para ano, pelo menos, desde 2016. No ano passado, foram utilizados 101 459 títulos, menos 5210 (-5%) em relação a 2016 (106 mil unidades). Em 2017, tinham sido 103 mil, apurou o Dinheiro Vivo junto do Ministério das Finanças.

Significa terem sido emitidas 409 senhas por cada dia útil no ano passado, 419 em 2017; e 430 em 2016, embora nem todas as senhas correspondam a um atendimento, tendo em conta as desistências ou danificações que possam ocorrer.

Este ano, os atendimentos diários estão a encurtar ainda mais, tendo caído para as 387 senhas emitidas até ao final de maio, contando 104 dias úteis.

A informação foi facultada na sequência de uma denúncia de um leitor, confrontado, na última quarta-feira, com o facto de às 11 horas, depois de ter estado em fila de espera, lhe ter sido negado o acesso a uma senha, com o argumento de que já não podiam atender mais pessoas. A situação passou-se na repartição do Bom Sucesso, no Porto.

O Ministério das Finanças esclareceu que, naquele dia, a emissão de senhas foi de facto suspensa cerca das 10.30 horas para as secções de rendimentos (letra B) e a de emissão de NIF (letra D), “quando já estavam à espera 66 contribuintes” (e não 45 como teriam dito ao leitor), com um fluxo de trabalho entre 5.52 horas (rendimentos) e 3.17 horas (emissão de NIF). No entanto, fonte oficial acrescentou que o atendimento foi reaberto para aquelas duas secções por volta das 13 horas, “tendo sido atendidos nesse dia 362 contribuintes, registando-se o último atendimento depois das 16.30 horas”.

O leitor também estranhou que as senhas estivessem a ser disponibilizadas por um funcionário e não por uma máquina. Sobre esse aspeto, o ministério esclareceu que, “atendendo ao elevado fluxo diário de público, este Serviço de Finanças optou por uma gestão de senhas personalizada, emitidas pelo Sistema de Gestão do Atendimento, com evidentes benefícios para os utentes”, na medida em que, assim, puderam ser encaminhados “de forma eficiente para as secções, evitando-se equívocos e desperdícios de várias senhas para um mesmo assunto”.

Na perspetiva das Finanças, a atribuição manual das senhas “tem permitido uma maior proximidade entre os funcionários e os contribuintes, eliminando-se a frieza da máquina através do contacto humano e devidamente canalizado para a área pretendida”.

O Ministério lembra, ainda, que o serviço em causa, além do atendimento telefónico encaminhado, “tem disponíveis e devidamente publicitado o atendimento presencial por marcação e o e-balcão”.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha, a diminuição dos atendimentos presenciais nas repartições tem sobretudo a ver com “a introdução de automatismos no IRS”, pela “rapidez e comodidade que trouxeram para o contribuinte”, que já não precisa de se deslocar ao balcão físico.

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