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Centeno responde a Schäuble: Não haverá novo resgate

Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: Mário Cruz/Lusa
Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: Mário Cruz/Lusa

Ministério das Finanças reage às declarações do homólogo alemão que afirmou hoje que Portugal precisaria de um novo programa de resgate

O Ministério das Finanças reagiu de forma célere às declarações de Wolfgang Schäuble, esclarecendo que “não está em consideração qualquer novo plano de ajuda financeira a Portugal”. O governante alemão afirmou hoje que Portugal precisaria de pedir um novo programa de ajustamento e que Lisboa teria sucesso em conseguir esse novo resgate.

“Tendo em conta as declarações do Ministro alemão das finanças, Wolfgang Schäuble, e ainda que tendo sido imediatamente corrigidas pelo próprio, o Ministério das Finanças esclarece que não está em consideração qualquer novo plano de ajuda financeira a Portugal, ao contrário do que o governante alemão inicialmente terá dito”, assegura a tutela.

Também Carlos César, presidente do PS, reagiu de forma rápida, salientando a correção feita pelo próprio alemão à “boca” enviada a Portugal. Mas César deixou uma crítica: “É por estas e por outras que, infelizmente, há cada vez mais cidadãos europeus que se revelam contra essa arrogância persistente e insensata.”

“Portugal irá cometer um enorme erro se não cumprir o que foi acordado”, afirmou Schäuble esta tarde num evento em Paris. Citado pela Reuters, o ministro das Finanças explicou que “eles [os portugueses] não o querem [um novo pacote de resgate] e não precisam dele se cumprirem as regras e os compromissos europeus”.

As Finanças, no comunicado, garantem que o “o governo continua e continuará focado no cumprimento das metas estabelecidas para retirar Portugal do Procedimento por Défices Excessivos. O mais recente sinal disso são os dados da execução orçamental conhecidos até ao momento”.

Recordando o “atual momento que a Europa atravessa”, o executivo português garante que “continuará a trabalhar com a serenidade e a responsabilidade que o projeto europeu exige”.

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