Ajuda

Finanças pagam reembolso antecipado ao FMI

Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: Mário Cruz/Lusa
Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: Mário Cruz/Lusa

Pagamento foi de 2 mil milhões de euros e representa 11% do empréstimo remanescente.

O Ministério das Finanças anunciou ter feito o reembolso antecipado do empréstimo contraído junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 2068 milhões de euros de euros, em duas tranches, com data-valor de 21 e 22 de novembro.

A quantia agora reembolsada representa 11% do empréstimo remanescente do FMI a Portugal, equivalente a 18,853 mil milhões de euros, e deverá assegurar uma poupança de 41 milhões de euros em juros, até à maturidade das tranches em causa.

O ministério esclarece que, até à data, já foi amortizado antecipadamente 42,6% do empréstimo total inicial, no âmbito do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro.

As duas tranches antecipadas correspondem às amortizações de capital que estavam inicialmente previstas ser reembolsadas daqui a dois anos, entre setembro de 2018 e fevereiro de 2019, “permitindo assim reduzir as necessidades de financiamento da República Portuguesa nesses anos”, lê-se no comunicado das Finanças.

Para o cálculo da poupança de 41 milhões de euros, o ministério explica que assumiu a comparação entre o custo médio de financiamento observado este ano e o custo implícito nas tranches agora pagas.

“Este reembolso antecipado insere-se no Programa de Financiamento da República Portuguesa para o ano 2016 e beneficiou da implementação do plano de emissão de Obrigações do Tesouro em linha com o planeado, assim como do financiamento obtido no âmbito do programa de emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável, iniciado em 2016”, esclarece ainda a nota do Ministério das Finanças.

 

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Ricardo Mourinho Félix, Secretário de Estado Adjunto e das Finanças. 
( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

“Cidadãos não vão tolerar situações que ponham estabilidade financeira em risco”

Ricardo Mourinho Félix, Secretário de Estado Adjunto e das Finanças. 
( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

“Cidadãos não vão tolerar situações que ponham estabilidade financeira em risco”

Lisboa, 22/11/2019 - Money Conference, Governance 2020 – Transparência e Boas Práticas no Olissippo Lapa Palace Hotel.  António Horta Osório, CEO do Lloyds Bank

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Horta Osório: O malparado na banca portuguesa ainda é “muito alto”

Outros conteúdos GMG
Finanças pagam reembolso antecipado ao FMI