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Finanças reage à DBRS: “Portugal tem hoje condições sólidas para crescer”

Fotografia: Mário Cruz/Lusa
Fotografia: Mário Cruz/Lusa

MF aproveita anúncio da DBRS para nova bicada às outras agências, apontando que "análises de crédito mais construtivas" avaliam Portugal acima de lixo

O Ministério das Finanças considera que a decisão desta tarde da DBRS em manter o ‘rating’ português acima do patamar lixo é um sinal de reconhecimento do progresso “nos principais desafios” que ainda se apresentam ao país. E de acordo com a interpretação da tutela à decisão, “as análises de crédito mais construtivas” avaliam Portugal “com o grau de investimento”.

A agência canadiana DBRS anunciou esta sexta-feira que mantém o rating (nota da dívida pública) de Portugal fora do nível ‘lixo’, mantendo assim o país ligado ao crucial programa de compras de obrigações do tesouro do Banco Central Europeu (BCE).

Em comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio da DBRS, a tutela salientou que a decisão da agência canadiana é um “reconhecimento dos bons resultados económicos e financeiros” da economia, assegurando que “o progresso estrutural no desempenho da economia e no equilíbrio das contas públicas são prova de que Portugal tem hoje condições sólidas para crescer de forma sustentável”.

Mas a decisão da DBRS é também aproveitada pela tutela para dar mais uma “bicada” às restantes agências de rating, que continuam a avaliar a dívida portuguesa como “especulativa”, ou seja, abaixo de grau de investimento.

“O reconhecimento dos bons resultados económicos e financeiros serve de âncora à classificação de Portugal com o grau de investimento, o que é refletido nas análises de crédito mais construtivas”, diz então a tutela, isto depois de ao longo desta semana já Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças, ter apontado que Fitch, S&P e Moody’s enfrentam cada vez mais dificuldades em justificar o porquê de manterem a dívida portuguesa rotulada como ‘lixo’.

Para o Ministério das Finanças, a decisão de hoje da DBRS reflete a atuação do governo face aos desafios que herdou ainda de anos anteriores, “em particular no endividamento e nos créditos em risco”, lembrando ainda que Portugal excedeu “as expetativas do mercado no que toca ao crescimento económico, à consolidação orçamental e à estabilização do setor financeiro”.

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