auditores

Finantia inclui comissão de auditoria na administração

ng4200420

O Banco Finantia vai propor a distribuição de dividendos de 5,95 milhões de euros, metade do lucro de 2014, na assembleia-geral de 26 de maio, na qual irá também debater uma alteração do modelo de governo da instituição.

Em comunicado, o banco adianta que em cima da mesa estará a alteração “de modelo latino para modelo anglo-saxónico” (alteração do artigo 12.º dos estatutos), para que, “no futuro, o seu Conselho de Administração inclua uma comissão de auditoria em vez de ter o tradicional conselho fiscal separado”.

O Banco Finantia pretende também acrescentar ao Conselho de Administração “dois novos administradores independentes, ao abrigo dos novos conceitos introduzidos na alteração do RGICSF [Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras] no passado mês de novembro”.

Da agenda de trabalhos da reunião magna de acionistas marcada para 26 de maio consta ainda a apreciação do relatório e contas do exercício de 2014 e da proposta de aplicação de resultados, assim como a aprovação das políticas de dividendos e de remuneração dos órgãos sociais e de rotação de auditores, “em linha com as novas orientações sobre a matéria”.

No que se refere à rotação de auditores, o Banco Finantia diz pretender “acolher a recomendação da CMVM [Comissão do Mercado de Valores Mobiliários] e promover a rotação de auditores ao fim de três mandatos de três anos ou de dois mandatos de quatro anos”.

A aprovação desta política, nota, vai implicar a substituição da PricewaterhouseCoopers (PwC), que é auditora do Banco Finantia “há mais de 15 anos”.

O Banco Finantia fechou o ano passado com um resultado líquido de 11,9 milhões de euros, uma subida homóloga de 89% face ao lucro de 6,3 milhões de euros.

O lucro antes de impostos fixou-se nos 35,6 milhões de euros, contra os 17,5 milhões de euros registados em 2013.

Já o produto bancário cresceu 13,3% para 101,1 milhões de euros, com a margem financeira a recuar ligeiramente (-0,7%) para 72,8 milhões de euros, mas com um aumento dos resultados em comissões e outros proveitos de 57,5% para 14,8 milhões de euros.

Também houve uma subida significativa dos outros resultados em operações financeiras, que passaram de 6,4 milhões de euros em 2013 para 13,5 milhões de euros em 2014.

As imparidades e provisões baixaram quase 13% para 42,6 milhões de euros, ao passo que os custos operacionais recuaram 3% para 23 milhões de euros.

“O rácio de eficiência (‘cost-to-income’) de 23% é um dos melhores entre os bancos portugueses”, destacou o banco.

O ativo total caiu 1,8% para 2.225 milhões de euros, enquanto o passivo desceu 3,3% para 1.841,9 milhões de euros.

Os depósitos a clientes cresceram 16% para 603 milhões de euros, seguindo “a estratégia de alargamento da base de clientes do Banco Finantia, assente no fortalecimento da sua presença e no aumento da confiança dos clientes no negócio de banca privada”, sublinhou.

Quanto ao crédito a clientes, houve um recuo expressivo de 28,5% para 457,3 milhões de euros no exercício do ano passado.

Em 2014, o Finantia reforçou a sua solidez financeira, com o rácio ‘common equity tier 1’ a crescer de 18% para 18,5%, “significativamente acima do mínimo exigido pelo Banco de Portugal de 7%”, salientou a entidade.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Os grupos retalhistas têm planos de novas aberturas para o próximo ano. Foto: D.R.

Em dois anos abriram em Portugal quase 300 supermercados

(Amin Chaar / Global Imagens)

CTT vai distribuir entregas urgentes da Revolut em Portugal e Espanha

Fotografia: D.R.

Fornecedores de multinacionais poluem 5,5 vezes mais

Outros conteúdos GMG
Finantia inclui comissão de auditoria na administração