Autoridade Tributária

Fisco. Vigilância apertada a mais 800 fortunas

Número de singulares registados na Unidade dos Grandes Contribuintes mais do que duplicou

A Unidade dos Grandes Contribuintes (UGC) tem 868 novos cidadãos sob vigilância apertada, por terem rendimentos acima de 750 mil euros, mais de cinco milhões de património ou simplesmente por terem manifestações de riqueza correspondentes a isso ou estarem casados com alguém nessa situação. A notícia, avançada pelo jornal Público, dá conta que o número de singulares registados na UGC mais do que duplica, para mais de 1600 contribuintes, por via da junção dos 868 novos identificados aos 758 que a unidade já acompanhava.

Em causa estão as novas regras que reforçaram os poderes de fiscalização dos cidadãos com mais rendimentos e património, o que permitiu aos inspetores tributários cruzarem informação e descobrirem mais pessoas com fortuna, procurando obter o pagamento voluntário de IRS em falta.

Dos 868 novos casos, 390 são referentes à inclusão dos cônjuges dos contribuintes que já constavam do cadastro deste serviço central da Autoridade Tributária e Aduaneira. Mas os inspetores identificaram, também, mais 188 contribuintes com um rendimento superior a 750 mil euros e 55 com um património acima dos cinco milhões de euros.

O rastreio de pessoas com manifestações de fortuna ou património notório permitiu a inclusão de 64 contribuintes sob a alçada da UGC, que passou, também, a fiscalizar cinco pessoas que transferiram mais de cinco milhões de euros para um paraíso fiscal.

Sobre o contribuintes que já eram acompanhados pela UGC, diz o Público que foram sujeitos a mais de 450 ações de fiscalização por parte da Autoridade Tributária e Aduaneira. Em 758 casos, o Fisco encontrou 146 com impostos em falta. Em média, cada um devia 23,4 mil euros, sendo que o valor global em falta foi de 3,4 milhões de euros.

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