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Fitch mantém rating e perspetiva para dívida portuguesa

Fotografia: REUTERS/Reinhard Krause
Fotografia: REUTERS/Reinhard Krause

Agência faz última avaliação da dívida do ano. Ministério das Finanças aponta para futuras subidas, mas terá de esperar por 2020.

Foi um balde de água fria nas expectativas mais otimistas para a avaliação da dívida soberana. A Fitch manteve tudo igual: a notação e a perspetiva (outlook).

Quando, em maio, a agência de notação financeira subiu a perspetiva de “estável” para “positiva”, tudo parecia indicar que na revisão de novembro pudesse subir a avaliação em pelo menos um patamar (para BBB+), mas nada mexeu.


A notação está ombro a ombro com a italiana (também BBB), apesar do prémio de risco inferior. E o mesmo acontece com a dívida de Espanha que tem uma avaliação de A-, mas o prémio de risco é mais favorável a Portugal. É certo que a dívida pública portuguesa está acima da espanhola e isso também conta na avaliação.

O Ministério das Finanças está confiante em próximas avaliações que só vão ocorrer no novo ano. “Depois de a DBRS ter decidido, em outubro, aumentar a notação da República, as principais agências internacionais apresentam uma perspetiva positiva para a dívida soberana portuguesa, antecipando assim futuras subidas de rating”, aponta a nota divulgada esta sexta-feira, pelo gabinete de Mário Centeno.

No comunicado, as Finanças indicaram que a Fitch “acompanha as perspetivas do Governo para o saldo orçamental, assim como a trajetória de redução sustentada do rácio da dívida pública e uma estratégia de gestão da dívida prudente”, destacando a “robustez do sistema bancário”.

De acordo com o gabinete de Mário Centeno, a agência norte-americana “reitera a confiança nas opções de política económica e orçamental do governo”, apontando como “pontos fortes da economia portuguesa, em comparação com outras economias com a mesma notação, a manutenção da estabilidade política e institucional e o maior nível de rendimento per capita”.

A Fitch refere ainda, de acordo com as Finanças, “a importância do pagamento antecipado de 2 mil milhões de euros ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira e a redução das responsabilidades contingentes.”

Dois níveis acima de “lixo”
Ao manter a notação em triplo B, a agência Fitch está, a par da Standard & Poor’s, a avaliar a dívida soberana de longo prazo no penúltimo nível da categoria de investimento considerada não especulativo.

A melhor classificação até agora é da DBRS que, foi de resto, a única a manter o país ligado à “maquina” do Banco Central Europeu permitindo o acesso ao programa de compras lançado por Mário Draghi para aliviar a pressão especulativa sobre a dívida portuguesa.

A agência canadiana subiu o rating de Portugal no passado dia 04 de outubro, em vésperas de eleições legislativas, para três níveis acima de “lixo”, o mais elevado em oito anos.

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