calçado

Fly London vai ter nova loja na Avenida da Liberdade

A Fly London vai ganhar um novo espaço na Avenida da Liberdade. A loja existente, no 230, é pequena para as ambições do grupo. Fotografia: Leonardo Negrão / Global Imagens
A Fly London vai ganhar um novo espaço na Avenida da Liberdade. A loja existente, no 230, é pequena para as ambições do grupo. Fotografia: Leonardo Negrão / Global Imagens

Espaço de 400 metros quadrados tem inauguração prevista para setembro. Vai servir, também, de montra à Overcube, o projeto de e-commerce do grupo Kyaia.

A Kyaia prepara-se para abrir uma nova loja da Fly London nos Estados Unidos. Será em 2020, mas Fortunato Frederico não abre, para já, o jogo sobre a localização escolhida. Nem confirma se será, efetivamente, um segundo espaço em Nova Iorque, como avançou ao Dinheiro Vivo o ano passado. Garantido é o investimento imediato em Lisboa, na abertura de uma nova loja na Avenida da Liberdade. O investimento previsto é de 250 mil euros e a inauguração está agendada para setembro.

A marca tem já uma sapataria na principal artéria do comércio lisboeta, mas pretende um espaço maior, de 400 metros quadrados, onde irá juntar a Fly London mas, também, a sua mais recente aposta, a Overcube, o projeto de e-commerce do grupo. “Vai funcionar numa lógica diferente, vai ser uma montra de tecnologia”, promete o empresário.

Criada em março de 2018, a Overcube resultou de um investimento de um milhão de euros. No final do ano tinha já 35 marcas distintas em venda, nacionais e estrangeiras, e havia já alargado a sua área de influência aos Estados Unidos e ao Canadá, além da Europa. Hoje conta com uma equipa de 30 pessoas e prepara-se para, lá para setembro ou outubro, chegar à Austrália e à Nova Zelândia. A plataforma tem estado a registar “crescimento contínuo” e o break-even do projeto está previsto para o próximo ano. No entanto, Fortunato Frederico recusa que o futuro esteja exclusivamente nas vendas online. “Haverá um momento em que teremos o casamento perfeito entre o comércio da internet e o retalho tradicional. Um sem o outro não sobrevivem”, diz.

Sapatarias Foreva reestruturadas
E, por isso, a Kyaia mantém a aposta na sua rede de sapatarias Foreva, apesar da profunda reestruturação que lhes implementou, com o encerramento de cerca de metade das lojas, mas com investimentos na modernização das restantes. Comprada em 2005, por 7,5 milhões de euros à data, a rede contemplava, então, 47 lojas Foreva e 16 da insígnia Sapatália, que operação num segmento de preço mais reduzido.

Sob a gestão da Kyaia, a rede de sapatarias passou a dar lucro mas, a partir de 2010, e em resultado da crise no país, começou a acumular prejuízos. Que chegaram a ser de um milhão de euros. “O grupo tinha condições para aguentar e eu não queria criar mais desemprego em Portugal. Mas era tempo de parar a sangria, ou corríamos o risco de afetar o resto do grupo”, explica Fortunato Frederico. O encerramento de 30 lojas – “todas as que davam prejuízo” – permitiu poupanças da ordem dos 550 mil euros ao ano. A rede Foreva é agora composta por 35 lojas e o objetivo é dar-lhes uma nova roupagem.

“No fim deste ano devemos já atingir o break-even na Foreva. Estamos a modernizar as lojas, a valorizar os produtos que temos e a introduzir novas marcas, indo de encontro às necessidades dos clientes”, refere. O empresário acredita que a Foreva deve ter, no mínimo, “uma loja em cada capital de distrito”, e admite abrir “mais uma ou duas”, mas sem pressa. “Tudo o que fazemos é com capitais próprios e as rendas estão caríssimas. Se a situação estabilizar poderão ser criadas condições para isso”, acrescenta. O crescimento da Overcube, com 30 funcionários, ainda não permitiu cobrir as perdas líquidas de trabalhadores com os fechos na Foreva, mas lá chegará. “Estamos em crescimento contínuo, todos os meses contratamos”, garante.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O ensino profissional é uma das áreas em que Portugal se posiciona pior na tabela do IMD World Talent Ranking 2019. Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Portugal é 23º no ranking mundial de talento. Caiu seis posições

O ensino profissional é uma das áreas em que Portugal se posiciona pior na tabela do IMD World Talent Ranking 2019. Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Portugal é 23º no ranking mundial de talento. Caiu seis posições

NUNO VEIGA / LUSA

Governo apresentou queixa contra 21 pedreiras em incumprimento

Outros conteúdos GMG
Fly London vai ter nova loja na Avenida da Liberdade