FMI: “40% dos gastos com pensões vão para os 10% mais ricos”

Distribuição das pensões é desigual
Distribuição das pensões é desigual

O gasto com pensões é ineficaz e a direção do FMI propõe cortes nos apoios sociais, embora reconheça que falta consenso político para avançar. Cada ponto percentual gasto em Portugal em pensões reduz a pobreza dos mais idosos em apenas 4,9 pontos, muito abaixo dos 7 pontos da média europeia. “Em parte, isso deve-se ao facto de 40% dos gastos com pensões irem para as mãos dos 10% mais ricos”.

Na publicação “Selected Issues”, hoje lançada pelo FMI, a opinião dos técnicos, que não vincula o Fundo, vai no sentido de melhorar a eficiência na distribuição das pensões. Se as transferências em dinheiro do Estado para os sistemas de pensões são o principal problema, com um peso de 74% (média da OCDE é de 68%) no rendimento disponível dos reformados, há também outros apoios (representando 20% contra 16% na OCDE) que também não estão a contribuir para a redução dos níveis de pobreza.

Aquelas transferências sociais do Estado são contudo “altamente regressivas” (beneficiam mais quem menos precisa). “Esta realidade aplica-se tanto aos trabalhadores como aos reformados. Só na Turquia e México é que as transferências em dinheiro do Estado conseguem ser ainda mais regressivas”.

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