Itália

FMI avisa Itália para impacto negativo de orçamento expansionista

Giuseppe Conte, o primeiro-ministro italiano. Fotografia: REUTERS/Alessandro Bianchi
Giuseppe Conte, o primeiro-ministro italiano. Fotografia: REUTERS/Alessandro Bianchi

O FMI teme que Itália entre em recessão com os planos orçamentais para 2019. Prazo para entregar nova versão em Bruxelas termina à meia-noite de hoje.

O orçamento italiano está sob escrutínio e não é apenas de Bruxelas que, numa decisão inédita, chumbou as contas de Roma para 2019.

Na avaliação regular à economia italiana, o Fundo Monetário Internacional avisa para os riscos de aumentar a despesa ao longo dos próximos anos, tal como está definido no Orçamento para 2019. “O impacto de um aumento dos estímulos será incerto nos próximos dois anos e provavelmente negativo no médio prazo, se os spreads se mantiverem elevados”, avisa o FMI, acrescentando que “os estímulos previstos implicam riscos negativos substanciais que deixariam Itália numa situação muito vulnerável.”

Os técnicos da instituição sedeada em Washington reconhecem que esta política orçamental pode ter “um impacto positivo no curto prazo”, mas esse efeito pode ser eliminado pela subida persistente dos juros da dívida pública, com implicações no custo mais elevado do financiamento do setor privado.

As previsões do FMI apontam para um défice que pode tocar os 3% do PIB em 2020 e 2021, colocando a Itália à beira do Procedimento por Défices Excessivos.

O contágio a outras economias

Já na semana passada, o FMI tinha alertado para o risco de contágio a economias mais vulneráveis da União Europeia (UE). Na análise às previsões de outono, o Fundo Monetário referia que “há uma incerteza apreciável e o contágio no futuro pode ser apreciável, especialmente para economia com fracos fundamentos económicos” e com capacidade de resposta limitada.

A instituição sedeada em Washington prevê que a dívida pública permaneça nos 130% do PIB nos próximos três anos. E o FMI sublinha que só para estabilizar o valor da dívida, será “necessário um ajustamento orçamental adicional”. Os técnicos acrescentam que “mesmo perante um choque negativo modesto, com um abrandamento do crescimento ou um aumento dos spreads, aumentaria a dívida, elevando os riscos de um ajustamento orçamental maior com uma economia fraca”, concluindo que “isto pode transformar um abrandamento numa recessão.”

 

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