FMI e Banco Mundial alertam: Guerra comercial custa 630 mil milhões

Kristalina Georgieva afirma que perdas estimadas para a economia global representam 0,8% do PIB mundial.

Organismos mundiais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial alertaram esta quinta-feira que o mundo enfrenta uma situação de abrandamento económico "sincronizada", que advém de fatores como as tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos e consequentes incertezas.

Numa conferência de imprensa após a reunião "1+6" realizada esta quinta-feira, em Pequim, da qual fizeram parte autoridades chinesas e várias instituições económicas internacionais, a nova diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que as perdas estimadas para a economia global derivadas da guerra comercial chegarão aos 630 mil milhões de dólares até 2020, o equivalente a 0,8% do PIB mundial, escreve o Cinco Días.

"Temos de passar de uma trégua comercial (entre a China e os Estados Unidos) para uma paz comercial", disse a responsável. Kristalina Georgieva explicou que as previsões de crescimento global são de apenas 3% este ano, "o mais lento de uma década", lembrando ainda que o crescimento de 90% do PIB mundial abrandou no último ano, o que contrasta com o avanço de 75% das economias há dois anos.

Para a líder do FMI, a situação atual - que pode ser agravada conforme o resultado do Brexit - aumenta a vulnerabilidade financeira e apresenta desafios de longo prazo como desigualdades salariais, problemas demográficos ou disparidades regionais.

Estas questões vão pesar no crescimento da economia, "a menos que sejam enfrentadas rapidamente", alertou. Por sua parte, o presidente do Banco Mundial, David Malpass, pediu esforços para resolver os problemas comerciais entre Pequim e Washington para "evitar uma desaceleração ainda mais aguda".

A reunião contou ainda com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, representantes da Organização Mundial do Comércio (OMC), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do Conselho de Estabilidade Financeira.

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