FMI: “É prematuro especular sobre o sucesso do programa”

Passos Coelho
Passos Coelho

O Fundo Monetário Internacional (FMI) evita por as mãos no fogo relativamente ao sucesso do programa de Portugal. E da Irlanda. E da Grécia.

Numa conferência ontem em Washington, David Hawley, subdiretor do departamento de Relações Externas do FMI, foi questionado sobre se a instituição “está confiante que Portugal não precisará de um segundo programa de empréstimo”.

A resposta veio breve e direta: “Portugal, como sabe, está actualmente a implementar um programa. A próxima revisão será aprovada pelo conselho [do FMI] brevemente. Como sempre acontece, é prematuro especular sobre o sucesso de programas”.

Hawley foi ainda confrontado com a noção de que o FMI terá dado mais ênfase às medidas orçamentais no primeiro programa da Grécia e que essa poderá ser uma das razões que explicam o facto de o país entrou no seu quinto ano de recessão. A resposta foi ainda mais seca: “Discordo com essa caracterização”.

O dirigente do Fundo respondeu ainda à pergunta sobre se Christine Largarde estará a planear alguma visita a Portugal, Grécia e, talvez, Irlanda. “Não estou ao corrente de quaisquer planos de visita por parte da diretora-geral” aos países europeus com programas de ajustamento, disse.

Esta semana, Vítor Gaspar também esteve em Washington, onde se mostrou bem mais confiante no sucesso do programa. “Nós temos imensas razões para pensar que o impacto não só vai ser positivo, como significativo”, com “implicações já num período de três a cinco anos”. “Ora, sendo assim, o ajustamento será mais rápido e bem sucedido do que o previsto no programa”, referiu o ministro das Finanças, citado pelo Jornal de Negócios.

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