FMI: Lagarde pede “mais tempo” para Portugal cumprir metas

Diretora do FMI
Diretora do FMI

A directora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, recomendou que perante a exigência de redução drástica do défice, “Às vezes é preferível dispor de um pouco mais de tempo”.

Em conferência de imprensa, a responsável admitiu que dadas as circunstâncias “não é sensato centrarmo-nos em metas nominais e sim aplicar medidas para permitir a função dos estabilizadores”, especialmente nos países com mais dificuldades.

“É isso que preconizamos para Portugal, Espanha e também para a Grécia”, disse.

O rosto do FMI foi ainda mais longe e disse que para o caso da Grécia será necessário dar “um prazo adicional de dois anos para que esse país seja capaz de encarar um programa de ajuste das finanças públicas”, disse. Da parte do FMI, Lagarde acrescentou que farão “todo o possível” para ajudar a Grécia a “voltar à recuperação” e aos mercados sem que necessite de uma “ajuda constante”.

Aos jornalistas, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional disse ainda que apesar de alguns países tenham “decidido medidas específicas e correctas”, tanto na Europa como nos Estados Unidos permanece uma “incerteza” que impede o crescimento e a criação de emprego.

Lembrou também as ações do Banco Central Europeu e da FED norte-americana mas assinalou que o impulso criado pelas instituições na ajuda aos estados “por si só não será suficiente” e apela à “ação, valentia e colaboração” destes organismos.

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