FMI pede reformas estruturais para o continente asiático

China, Índia e Japão são os principais focos das sugestões de Christine Lagarde

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, afirmou este sábado em Nova Deli que a Ásia é a "região mais dinâmica do mundo", mas considerou essenciais reformas estruturais tendo em conta o peso que atingiu na economia global.

A Ásia representa atualmente 40 por cento da economia mundial, prevendo-se um crescimento de dois terços, sobre o mesmo valor, nos próximos quatros anos, acrescentou a responsável pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), durante uma conferência em que estava presente o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

"Dado este desempenho vital, é de grande interesse para o mundo fazer o máximo para promover o dinamismo na Ásia", disse Christine Lagarde.

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Segundo o FMI, a economia está a enfrentar desafios -- como a desaceleração do crescimento verificado na China, o dólar norte-americano cada vez mais forte, o colapso dos preços do petróleo e as dificuldades na Rússia e no Brasil.

Por isso, disse Lagarde, é "crucial" que os países asiáticos implementem reformas estruturais que estimulem o emprego e a competitividade para que o "crescimento futuro" seja garantido.

A diretora-geral do FMI referiu-se diretamente à necessidade de reequilíbrio da economia na China, às reformas no setor empresarial no Japão e aos melhoramentos que a Índia vai ter de efetuar nas áreas relacionadas com as infraestruturas.

Lagarde sublinhou que é preciso fortalecer o ambiente para a prática de negócios na região, assim como o desenvolvimento do mercado de títulos.

Para o primeiro-ministro Modi, presente na mesma conferência, a Índia tem "dissipado o mito da incompatibilidade entre a democracia e o crescimento rápido da economia".

O governo indiano prevê um crescimento de 7,6 por cento (para o ano fiscal de 2015-2016).

 

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