FMI: Portugal é dos que menos cresce em 2012. Pior, só a Grécia

Christine Lagarde
Christine Lagarde

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa as suas previsões de crescimento para a economia mundial, dizendo que a actividade “enfraqueceu consideravelmente e que continuará numa senda de crescimento lento. Portugal não é excepção, bem pelo contrário.

Se este ano o organismo internacional estima que o PIB português venha a contrair 2,2%, no próximo, a riqueza nacional registará uma evolução de -1,8%. Já a economia grega deverá contrair 5% este ano e 2% no ano seguinte, segundo cálculos do FMI hoje divulgados.

As actuais estimativas do FMI serviram como base para o Programa de Assistência Financeira assinado entre Portugal e a Grécia com a troika.

De acordo com as novas projecções do Banco de Portugal, publicadas no Boletim Económico de Verão, a economia nacional irá sofrer uma contracção de 2% este ano (o memorando diz 2,2%), aliviando no próximo ano para uma recessão de 1,8% (o mesmo que defende a troika).

A instituição liderada por Christine Lagarde disse na sua previsão semestral que, se os líderes políticos ocidentais cumprirem os seus compromissos, será de esperar um crescimento de 4,0% em 2011 e 2012, advertindo que se não, Europa e Estados Unidos iria cair em recessão.

De acordo com as novas estimativas do FMI, publicadas hoje no relatório World Economic Outlook, Portugal e Grécia deverão fazer parte do grupo dos sete países do mundo com taxas de crescimento negativas do PIB este ano, juntando-se a ao Japão, a Costa do Marfim, a Suazilândia, o Sudão e a Síria. Ao contrário dos demais países, Portugal, Grécia e Sudão continuarão a enfrentar uma contracção da economia no próximo ano.

A economia europeia no seu conjunto deverá crescer apenas 1,5% no próximo ano, quando na anterior edição deste documento (em Abril) esperava um crescimento a rondar os 2,2%, mantendo no entanto o valor para este ano, e baixa a previsão do crescimento da zona euro de 1,8% para 1,1%. No início do mês, o próprio Banco Central Europeu (BCE) tinha baralhado as contas do plano da troika para Portugal, ao rever drasticamente a previsão de crescimento da área do euro em 2012, de 1,9% para 1,3%.

As projecções para algumas das maiores economias da Europa foram revistas em baixa, caso da economia alemã cujo crescimento para este ano até foi revisto em alta de 2,5 para 2,7% do PIB, mas no próximo ano revisto em baixa de 2,1 para 1,3%.

Espanha também vê as projecções para 2012 serem reduzidas de 1,6 para 1,1% do PIB, e em Itália a redução é ainda mais pronunciada, com o FMI a reduzir a sua previsão de crescimento neste ano de 1,1 para 0,6% do PIB, e no próximo ano de 1,3 para 0,3%.

O FMI aponta, no entanto, um crescimento maior que na última previsão para os países da Europa emergente, em especial da Turquia, subindo as suas expectativas de 3,7 para 4,3% do PIB médio nesta zona do Velho Continente, mas reduz a estimativa para o desempenho em 2012, de 4 para 2,7%.

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