FMI: Portugal precisa de mais 10 a 15 anos de reformas

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No papel, a troika tem prevista a saída de Portugal daqui a seis meses, mas, na realidade, após a sua partida, o país vai ter de continuar a empreender uma série de reformas estruturais.

“As transformações de que a economia precisa vão ter de continuar durante mais 10 ou 15 anos e terão de ser postas em prática pelos portugueses”, alerta o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) na troika, Subir Lall, em entrevista ao Financial Times.

“Mudar a forma como a economia reage e ultrapassar a inércia requer um esforço contínuo e terá de ser feito independentemente do partido político no poder”, insistiu Lall.

Os problemas da economia portuguesa foram-se acumulando ao longo de décadas e agora é necessário corrigi-los, defende. “As distorções na economia foram sendo construídas ao longo de décadas e é irrealista esperar que possam ser removidas em três anos com um programa de ajustamento ou que o processo de reformas possa ser imposto a partir do exterior”, afirmou.

O chefe de missão do FMI recusou dramatizar um eventual chumbo do diploma de Convergência das Pensões pelo Tribunal Constitucional, decisão que deverá ser conhecida ainda esta semana, e revela confiança no governo de Pedro Passos Coelho.

“Do ponto de vista orçamental, estou muito confiante que o governo seja capaz de preencher o buraco. Mas quando temos que encontrar medidas alternativas, existe sempre o risco de que elas sejam somente a segunda melhor opção”, observou.

Subir Lall considera que o ajustamento português tem sido “bastante surpreendente” e afirma que os dois anos finais do programa vão ser mais brandos.

“Dois terços do ajustamento necessário foram alcançados. A restante consolidação vai ter lugar em 2014 e 2015, o que significa que o ritmo de consolidação vai ser muito mais suave do que foi em 2011 e 2012”, garante.

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