FMI substitui chefe de missão para Portugal

Subir Lall, natural da Índia, transita para o Egito. Alfredo Cuevas, mexicano, vem liderar missão portuguesa. Até agora estava à frente do Brasil.

O atual chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Subir Lall, vai ser substituído pelo mexicano Alfredo Cuevas, que lidera a missão do Brasil, informou esta sexta-feira a instituição sedeada em Washington. Fonte do FMI diz que Cuevas é especialista em reformas da Segurança Social e em economias africanas.

Lall, nascido na Índia, estava há quatro anos à frente da equipa dedicada a Portugal e sai para seguir a economia do Egito. Antes de Lall, o chefe de missão era Abebe Selassie (da Etiópia) e antes deste a missão foi liderada pelo dinamarquês Poul Thomsen, na altura em que começou o programa de ajustamento (maio de 2011), Thomsen é hoje diretor do departamento de assuntos europeus do Fundo.

Fonte oficial refere que "o FMI decidiu nomear Alfredo Cuevas como novo chefe de missão para Portugal, substituindo Subir Lall que, depois de quase quatro anos nessa função, passa a ser o novo chefe de missão para o Egito".

No entanto, Lall não sai já pois ele e a sua equipa estão a terminar o relatório anual sobre a economia portuguesa, o chamado Artigo IV. O economista "ainda vai supervisionar a conclusão da consulta do Artigo IV de 2017 de Portugal, que deve ser discutida pelo conselho de administração do FMI em setembro".

Alfredo Cuevas só pegará em Portugal nessa altura. "Atualmente é o chefe de missão para o Brasil", explica a mesma fonte.

Cuevas nasceu no México, "formou-se na universidade El Colegio de México em administração pública, e concluiu o seu mestrado e doutoramento em economia na Universidade de Princeton", nos Estados Unidos.

Este economista começou a trabalhar no FMI há 23 anos e já passou por vários países. Fez um interregno no banco central do México e depois regressou ao Fundo. Dedicou-se a temas como reforma da Segurança Social e economias africanas.

"Cuevas começou a trabalhar no departamento de assuntos orçamentais em 1994, dedicando-se a vários temas, incluindo reforma da segurança social. Mais tarde, trabalhou no departamento de investigação do banco central mexicano, a estudar o impacto da adesão do país ao Nafta (tratado de livre comércio dos países da América do Norte)", explica a fonte do FMI.

"De volta ao Fundo, trabalhou no departamento africano como chefe de missão para São Tomé e Príncipe, Malawi, Zimbabué, foi representante permanente na África do Sul e chefe da divisão de estudos regionais. Ele assume funções em setembro, após a conclusão da consulta do Artigo IV."

"Subir Lall formou-se pela Universidade de Delhi e concluiu seu doutoramento na Universidade Brown. Antes de Portugal, foi chefe de missão para Alemanha, Holanda, Indonésia, Coreia do Sul e Malásia e trabalhou na produção do Panorama Económico Mundial e do Relatório Global de Estabilidade Financeira", conclui a fonte do FMI.

Apesar dos pagamentos antecipados de Portugal ao FMI, a instituição ainda é um dos maiores credores do país, tendo a receber cerca de 13 mil milhões de euros dos cerca de 26 mil milhões que emprestou no âmbito do programa de resgate e de ajustamento que durou de 2011 a 2014.

(atualizado às 17h00)

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