Foram investidos mais de 120 milhões de euros na revitalização da baixa lisboeta

O Terreiro do Paço foi uma das zonas lisboetas reabilitadas

O vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa revelou que entre 2008 e 2013 foram investidos 126 milhões de euros na revitalização da baixa pombalina, 93 milhões através de investimento privado e 33 por investimento municipal.

Manuel Salgado avançou estes dados no âmbito de uma apresentação denominada “Estamos a reabilitar Lisboa, 2007 a 2014”, feita durante a reunião pública do executivo municipal, tendo por base um relatório com o mesmo nome.

Segundo o autarca, existem atualmente 24 edifícios em obras no centro histórico de Lisboa, sete dos quais destinados a alojamento turístico, num total de 33 mil m2 de área de intervenção. O valor de investimento privado é, neste momento, de 25 milhões de euros.

Da lista de imóveis municipais já reabilitados naquela zona constam o edifício de acolhimento do elevador Baixa-Castelo, o Museu do Design e da Moda (MUDE) — que vai ser submetido a uma nova intervenção–, os Terraços do Carmo e a sede do Banco de Portugal.

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Já na Mouraria foram investidos 11 milhões de euros.

Quanto à zona ribeirinha de Lisboa, a Câmara apostou em áreas como o Terreiro do Paço, a Ribeira das Naus, a Doca de Pedrouços, o Cais do Sodré e o Terminal de Cruzeiros.

No restante espaço público da cidade, a autarquia reabilitou o miradouro de Santa Catarina, a envolvente do elevador da Bica, o Martim Moniz, a Escola Raúl Lino e a Casa-museu Júlio Pomar.

Também foram feitas intervenções noutros terrenos prioritários, como o Bairro Padre Cruz, em Carnide, e nas Áreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGI) do Bairro Sete Céus e no Bairro das Galinheiras.

Fazendo um balanço sobre a estratégia de reabilitação urbana levada a cabo desde 2007, Manuel Salgado indicou que foram realizados ao todo 61 planos de urbanização, de pormenor, de salvaguarda e unidades de execução.

Desde 2012, foi abrangido 60% do território da cidade e 92% dos edifícios neste tipo de iniciativas. Desta feita, o Plano Diretor Municipal (PDM) aprovado no mesmo ano pretendeu reutilizar, reabilitar e regenerar, criando um novo paradigma no urbanismo.

Para isto contribuíram os financiamentos de programas como o Programa de Investimento Prioritário em Ações de Reabilitação Urbana (PIPARU), a iniciativa dos Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária (BIP/ZIP), o Reabilita primeiro Paga Depois, e mais recentemente o RE9 – 9 Vantagens para reabilitar em Lisboa.

Nos próximos tempos, a Câmara de Lisboa pretende intervir em “territórios prioritários” e no “eixo histórico da Avenida Fontes Pereira de Melo/Avenida da República/Campo Grande”, aumentar “a rede de pistas cicláveis”, e ainda incrementar a “rede de percursos pedonais assistidos”, de acordo com o vereador do Urbanismo.

O programa Uma Praça em Cada Bairro, divulgado pela câmara em maio, será outra das apostas.

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