Fórum Económico Mundial

Fórum Económico Mundial: Competitividade de Portugal volta a níveis de 2006

Fotografia: REUTERS/Ruben Sprich
Fotografia: REUTERS/Ruben Sprich

Empresários apontam a burocracia (19%) e os impostos (19%) como os maiores problemas do país, insistindo ainda que a lei laboral continua um empecilho

O nível de competitividade da economia portuguesa tem vivido uma autêntica montanha-russa ao longo dos últimos anos, experimentando ora quedas e subidas abruptas, ora subidas e quedas pontuais. E volvidos onze anos, a competitividade portuguesa está de volta a 2006.

A conclusão é do Fórum Económico Mundial (FEM), que divulga amanhã a edição de 2017 do Ranking Mundial de Competitividade, que mostra uma melhoria de quatro posições por parte da economia portuguesa do ano passado para o corrente, situando-se agora como a 42ª mais competitiva entre 137 países. A pontuação atribuída a Portugal fixou-se nos 4,57, “atingindo a situação que Portugal tinha em 2006”.

Foi precisamente em 2006 que a competitividade nacional entrou no seu ciclo mais negativo, seguindo-se a evolução em montanha-russa. Entre 2006 e 2013 a economia portuguesa viveu anos de constante deterioração, caindo até ao 51º lugar do ranking. Em 2014 deu-se uma recuperação súbita de 15 lugares, para em 2015 e 2016 registarem-se duas novas quedas, para 38º e depois 46º. Agora, a competitividade volta a subir.

O ranking de 2017 do FEM será apresentado em detalhe esta quarta-feira pelo Fórum de Administradores e Gestores de Empresas e pela Associação para o Desenvolvimento da Engenharia numa sessão pública na AESE Business School, em Lisboa, a partir das 10h.

Em comunicado onde apresenta algumas das conclusões deste ranking, as associações que irão apresentar o mesmo, destacam que a burocracia (19%) e as taxas e os impostos (19%) persistem como os fatores mais problemáticos do país do ponto de vista dos empresários, que apesar das constantes revisões ao código laboral persistem a apontar o mesmo como um problema.

“A regulamentação laboral aumenta para 14%, ocupando assim a 3ª posição na lista de fatores problemáticos para os empresários”, referem.

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