Franceses continuam a liderar compra de imóveis por estrangeiros até junho

Britânicos e brasileiros seguiram-se aos franceses na compra de casa em Portugal nos primeiros seis meses do ano.

As estimativas apuradas pelo Gabinete de Estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) apontam para que, entre Janeiro e Junho de 2019, os franceses tenham sido os estrangeiros que mais investiram no imobiliário português, com uma representatividade de 21%, seguidos dos britânicos e brasileiros, ambos com a mesma representatividade, 18%. Os alemães foram responsáveis por 9% das compras e os chineses 7%.

Já no ano passado os franceses tinham sido os que mais investiram em imobiliário em Portugal.

O investimento estrangeiro representou cerca de 16% do total das transações imobiliárias no primeiro semestre.

“Os franceses continuam no top dos que mais investem em imobiliário português. Não há dúvida de que esta rota veio para ficar, e acentua-se a diversificação deste investimento, que não se centra apenas nas principais cidades. Com o aumento de preços nos grandes centros urbanos, há uma procura cada vez mais acentuada em zonas de menor densidade populacional”, diz o presidente da APEMIP, Luís Lima, em comunicado enviado às redações.

Sobre o investimento britânico, Luís Lima considera que é expectável que continue forte, mesmo com as dúvidas que o Brexit ainda gera.

“À data, aquando o referendo do Brexit, sentiu-se uma retração deste investimento, com receio do que o futuro poderia reservar. No entanto, neste momento, tal não se verifica, uma vez que a representatividade britânica tem vindo a crescer no investimento imobiliário. Os ingleses estão neste momento à procura de outros cestos para colocar os seus ovos, e o imobiliário português continua a ser um porto seguro de investimento"”, afirma o presidente da APEMIP.

No que diz respeito às tipologias mais procuradas, prevalecem os T3 (46%), os T2 (37%) e os T1, que concentram 15% da procura.

Leia também: Brasileiros podem estar a comprar mais casas do que mostram as estatísticas

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