Turismo

Frederico Costa sobre aeroporto de Lisboa: “É uma vergonha para Portugal”

Frederico Costa, administrador das Pousadas de Portugal.
(Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens)
Frederico Costa, administrador das Pousadas de Portugal. (Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens)

Hoteleiro mostra-se muito preocupado com a situação no aeroporto de Lisboa.

O turismo cresce, mas já não ao mesmo ritmo do ano passado e Frederico Costa, administrador das Pousadas de Portugal e ex-presidente do Turismo de Portugal, antecipa “maiores dificuldades” no futuro.

O hoteleiro deixa um alerta. Apesar do turismo ter crescido “espectacularmente” ao longo dos anos, “estamos a desacelerar”, disse esta quinta-feira, no 30.º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, que decorre em Lisboa.

Frederico Costa lança o desafio e diz que é “preciso pensar fora da caixa”, sublinhando que “os destinos fazem-se pela opinião das pessoas”. E desviando a atenção da questão hoteleira, atira, numa farpa ao Governo: os constrangimentos no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, são “uma vergonha para Portugal”.

No mesmo painel, designado “o futuro do turismo em Portugal”, o presidente do Turismo de Portugal afirma que “os momentos positivos que estamos a viver não estão exclusivamente relacionados com o problema de outros países”, referindo-se aos destinos da bacia do Mediterrâneo. Nos seus esforços para tranquilizar a plateia, disse que temos de “mostrar o país que somos na sua diversidade e complementaridade”, mudando a tónica do discurso para o alojamento local. “Precisamos de bom alojamento local como de bons hotéis. É importante trazer esse segmento de alojamento para a legalidade”, insiste repetidamente.

Para Luís Araújo, Portugal agrega “valor a quem nos visita, investe, vem estudar ou que compra uma segunda casa”. “Temos de manter essa perspetiva”, considera.

Já Luís Patrão, que passou pela presidência do Turismo de Portugal entre 2007 e 2011, reconhece que “o turismo cumpriu todas as promessas nestes dez anos”. “Desde 2007, o número de dormidas subiu 45%, os proveitos 79%, as receitas turísticas 101%, o RevPar [rendimento médio por quarto disponível] 59% e a taxa de ocupação subiu 7,6 pontos percentuais, para 66,6%”, enumerou o administrador não executivo da ANA – Aeroportos de Portugal.

*Última atualização às 13 horas

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