Freitas do Amaral considera que o Governo está a criar condições para se demitir

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Freitas do Amaral considerou este domingo que o Governo está a criar propositadamente as condições para poder demitir-se, ao incluir na proposta orçamental medidas que arriscam ser chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

Em declarações à agência Lusa, Diogo Freitas do Amaral referiu que o Governo está “a agravar aceleradamente a tomada destas medidas [do Orçamento do Estado], que são todas inconstitucionais, para criar um conflito grave com o Tribunal Constitucional e, a partir daí, poder demitir-se e exigir eleições”.

O antigo político, que sublinha a condição de “cidadão reformado”, criticou fortemente a proposta de nova tabela salarial para os funcionários públicos, afirmando que ela é “discriminatória, injusta e ofensiva, por impor maiores reduções de salários ao funcionalismo intermédio do que aos escalões superiores”.

Numa declaração à Lusa em que apenas aceitou responder a uma pergunta, Freitas argumentou que a lei “não é proporcional nem progressiva, é regressiva” e acrescentou que “visa aprofundar a destruição das classes médias”. Ora, prosseguiu, “sem classes médias fortes e com boas perspetivas de futuro, é a própria democracia que fica em perigo”.

Para o antigo governante, “é altura de dizer basta e de fazer este governo recuar”, porque “a continuar por este caminho, qualquer dia temos aí uma ditadura”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O ensino profissional é uma das áreas em que Portugal se posiciona pior na tabela do IMD World Talent Ranking 2019. Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Portugal é 23º no ranking mundial de talento. Caiu seis posições

O ensino profissional é uma das áreas em que Portugal se posiciona pior na tabela do IMD World Talent Ranking 2019. Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Portugal é 23º no ranking mundial de talento. Caiu seis posições

Foto: D.R.

TAP soma prejuízos de 111 milhões até setembro. E vai contratar mais 800 pessoas

Outros conteúdos GMG
Freitas do Amaral considera que o Governo está a criar condições para se demitir