Função Pública

Frente Comum marca manifestação da função pública para 16 de março

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum
Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum

A Frente Comum marcou para 16 de março uma manifestação nacional da função pública para exigir aumentos salariais.

A coordenadora da Frente Comum anunciou esta quarta-feira que os sindicatos afetos a esta estrutura marcaram para dia 16 de março uma manifestação nacional a exigir aumentos salariais em 2018 e não descartou a hipótese de avançar para a greve caso o governo não responda a esta reivindicação.

“O governo diz mal quando diz que não estão previstos aumentos salariais. Esta é uma questão real e não vamos desarmar enquanto o governo não se sentar à mesa das negociações”, afirmou Ana Avoila no final de uma reunião com a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Fátima Fonseca.

A manifestação de 16 de março integra-se numa jornada de luta que vai decorrer de 12 a 23 de março e que além de aumentos salariais (que a Frente Comum balizou em 4%), exige o horário semanal das 35 horas para todos (incluindo os trabalhadores com contrato individual de trabalho) e a revisão de carreiras.

“Não nos conformamos com esta miséria do descongelamento. Se [o governo] não responder [os aumentos salariais] vai sofrer as consequências, porque os trabalhadores vão lutar”, precisou Ana Avoila. Questionada sobre se admite a realização de greves afirmou neste momento, os trabalhadores consideraram que uma manifestação seria a forma de luta mais adequada, mas avisou que “não está afastada [a realização de uma] greve”. “Se o governo não infletir, iremos discutir outras forma de luta, que pode ser uma greve”, precisou

A coordenadora da Frente Comum apontou a solução que está a ser estudada para os assistentes operacionais como uma prova de que a luta e a pressão “mostra que quando quando têm razão, os trabalhadores conseguem ter resposta”. Ana Avoila referia-se ao facto de o governo se comprometer a indicar aos serviços para que coloquem na quarta posição remuneratória (que corresponde a 635,07 euros por mês) todos os assistentes operacionais que têm pontos suficientes para progredir na carreira e que estão a ganhar o salário mínimo nacional.

A questão dos aumentos salariais promete marcar as negociações da função pública em 2018. José Abraão, secretário-geral da Fesap – a primeira estrutura sindical a ser recebida hoje – também avisou que está na altura de “virar de página” para que em 2019 haja aumentos salariais.

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