Coronavírus

Frente Comum da função pública ataca Siza Vieira e exige aumentos em 2021

O novo coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana. TIAGO PETINGA/LUSA
O novo coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana. TIAGO PETINGA/LUSA

Em entrevista, Siza Vieira disse, sobre os aumentos salariais previstos para a função pública, que "não vou esconder, vai ser difícil".

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (FCSAP) considerou, esta segunda-feira, inaceitável que o ministro da Economia tenha admitido a possibilidade de os funcionários públicos ficarem sem aumentos salariais em 2021.

“A Frente Comum não aceita que as tristes declarações do ministro da Economia se concretizem. Num quadro em que os trabalhadores da Administração Pública estão na linha da frente do combate à pandemia que se vive, consideramos absolutamente inaceitáveis as declarações do ministro Pedro Siza Vieira em que se refere a possibilidade de não haver aumentos de salários no próximo ano na Administração Pública”, afirmou a estrutura sindical agora liderada por Sebastião Santana, num comunicado.

Em entrevista ao Porto Canal, no fim-de-semana, Siza Vieira declarou que “se formos todos inteligentes, trabalharmos em conjunto e tomarmos conta uns dos outros, não só nesta fase de doença mas também na fase de reabilitação e de reforço, podemos recuperar com mais vigor”.

No entanto, deixou um recado pesado aos funcionários públicos. “Não vou esconder: vai ser difícil. [Quanto aos aumentos,] vou dar-lhe uma resposta que é totalmente honesta: não sei. Em junho saberemos melhor como é que estamos, conseguiremos perceber melhor qual vai ser a retoma”, disse o ministro de Estado e da Economia.

Na nota de imprensa, a Frente Comum lembrou que os trabalhadores da Administração Pública estão a perder poder de compra desde 2009 e, por isso, “não aceitam que a reboque de uma pandemia se continue a desenvolver uma política de baixos salários, de desinvestimento nos serviços públicos e nos seus trabalhadores”.

“O aumento dos salários e o investimento público é determinante no futuro do país e na recuperação económica que, necessariamente, terá que acontecer”, defendeu, lamentando ter tomado conhecimento das intenções do Governo pela comunicação social.

Os funcionários públicos tiveram 10 anos consecutivos sem aumentos salariais e este ano tiveram 0,3%.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00h00 de 19 de março e até às 23h59 de 2 de abril.

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