Função Pública

Frente Comum diz que manifestação nacional de 10 de maio “vai ter grande adesão”

A coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila.

TIAGO PETINGA/LUSA
A coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila. TIAGO PETINGA/LUSA

Estrutura defende aumentos de 4% para quem ganha acima de 1500 euros, e de 60 euros para quem tem salários abaixo deste valor.

A coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila afirmou esta segunda-feira que a manifestação nacional da Administração Pública, marcada para 10 de maio, vai ter “uma grande adesão”, pois “a insatisfação das pessoas é muito grande”.

“Vai ser uma grande manifestação, pois a insatisfação é muito grande e foram criadas expectativas”, disse a dirigente sindical aos jornalistas, lamentando que o Governo se mantenha “mudo e calado” sobre o caderno reivindicativo da Frente Comum, afeta à CGTP.

Os problemas “continuam a ser os mesmos, agravados com a posição da secretária de Estado da Administração [e do Emprego Público], desde o último plenário que fizemos, onde entregámos mais de 39 mil assinaturas a exigir os aumentos dos salários”, disse a dirigente sindical.

“Depois de termos realizado uma das maiores greves de sempre da Administração Pública com os mesmos objetivos, o Governo continua sem responder às propostas dos sindicatos”, sublinhou Ana Avoila.

E prosseguiu: “O Governo só quer negociar o aumento dos salários dos trabalhadores da Administração Pública a partir de 2020 e 2021, tendo em conta a inflação”.

“Não é aceitável um aumento dos salários para os trabalhadores com base na inflação”, advertiu a sindicalista, realçando que a subida dos salários tem de ser feita atendendo ao “aumento do custo de vida e à perda de poder de compra”.

Para Ana Avoila, a manifestação que se realizará a 10 de maio visa exigir ao Governo um aumento de 60 euros para “os trabalhadores que ganham menos de 1.500 euros e uma subida de 4% para quem ganha acima deste valor”, o que corresponderá a um valor de aproximadamente 300 milhões de euros anualmente.

A dirigente da Frente Comum explicou ainda aos jornalistas que “há cabimentação orçamental para negociar” este aumento de salários, mas garantiu que “não basta haver reunião” com as estruturas sindicais, pois o que a Frente Comum quer é que se discuta a proposta reivindicativa comum.

A Frente Comum defende também que a tabela remuneratória única “tem de ser alterada, para todos os trabalhadores” e exige “a rápida” regulamentação do suplemento de insalubridade, penosidade e risco, nomeadamente para os trabalhadores da recolha de resíduos locais e da Saúde.

Os problemas na Administração Pública e os salários da função pública são as principais motivações que levaram a Frente Comum a agendar esta manifestação nacional, pois garante que “as situações e os problemas da Administração Pública têm-se agravado”.

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