Função pública: Sindicatos avançam para a greve à 8ª hora

Sindicatos avançam para a greve por não ter sido possível estabelecer a compensação dos trabalhadores que não podem recuar já para as 35 horas.

A lei que faz regressar à função publica o horário semanal de trabalho das 35 horas entra amanhã, dia 1 de julho, em vigor, sob a ameaça de greve. Perante a ausência de um mecanismo que compense os funcionários dos serviços que não podem reduzir já o horário, a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) convocará uma greve à 8ª hora.

Num comunicado emitida esta tarde, aquela estrutura sindical (afeta à UGT) espera ter ainda até ao final dia alguma resposta por parte do governo sobre a compensação que será dada aos funcionários que vão manter as 40 horas. Mas alerta que apenas aceitará que este regime transitório se aplique aos órgãos onde a redução do horário poderia por em causa a continuidade e qualidade dos serviços.

"Caso esta norma não seja respeitada, e até agora apenas foram lançadas ideias que não estão objetivadas em compromissos escritos, os trabalhadores ver‐se‐ão obrigados a adotar uma posição de força, refere a Fesap, acrescentando que esta "deverá passar pelo avanço para a greve à oitava hora, ou seja, uma paralisação parcial que incidirá sobre a(s) primeira(s) ou a(s) última(s) horas do período normal de trabalho (consoante a organização do tempo de trabalho estabelecida em cada serviço)".

Em causa está sobretudo a situação dos enfermeiros, onde a redução imediata do horário poderia por em causa a continuidade do serviço.

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