economia portuguesa

Fundo de fundos aplicou 320 milhões na economia portuguesa em 10 anos

O programa de investimento promovido por instituições europeias e nacionais permitiu ainda a criação de 6.000 postos de trabalho em 10 anos.

O Portugal Venture Capital Initiative (PVCi), programa de investimento promovido por instituições europeias e nacionais, possibilitou a aplicação de 320 milhões de euros na economia portuguesa e a criação de 6.000 postos de trabalho em 10 anos.

A assinalar 10 anos, o PVCi é promovido pelo Fundo Europeu de Investimento e o Governo de Portugal em conjunto com as instituições bancárias BPI, Novo Banco, Millenium BCP, Montepio, CaixaGest, Bankinter, Santander, Fidelidade, Octante e com a Fundação Calouste Gulbenkian e a companhia PME Investimentos.

De acordo com dados de balanço do PVCi enviados à agência Lusa, o programa teve, neste período, uma dimensão de 111 milhões de euros, tendo em conta os fundos que o integram, e permitiu o investimento de 320 milhões de euros em 50 empresas nacionais nas áreas da distribuição e retalho, propriedade intelectual e industrial, ciências e biotecnologia.

Ao todo, o programa é composto por sete fundos diferentes: Pathena, OxyCapital, Menlo, HCapital, Explorer, Vallis e InterRisco.

Em média, “uma empresa apoiada pela PVCi duplicou o número de funcionários durante os dois primeiros anos após o primeiro investimento”, refere a informação enviada à Lusa, precisando que, ao todo, foram criados 6.000 postos de trabalho.

Foram sete os distritos portugueses abrangidos por este programa que, após estes 10 anos, ainda tenciona investir mais 50 milhões de euros até 2020 em Portugal.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração do PVCi e diretor do Fundo Europeu de Investimento, John Holloway, este programa “foi uma ferramenta política fundamental não só para ajudar a construir o mercado, […] mas também para financiar muitas pequenas e médias portuguesas, mesmo durante a crise”.

“O PVCi marcou presença quando poucos estavam dispostos a arriscar e investir em Portugal”, nota o responsável, numa declaração escrita, referindo que, no futuro, haverá um programa para apoiar ‘startups’ (empresas com margem de crescimento rápido) e empreendedores portugueses.

Por seu lado, a vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (instituição que sustenta aquele fundo) vinca que uma das prioridades desta instituição com este programa foi promover “projetos implementados por pequenas empresas”.

“Estamos muito satisfeitos em celebrar o décimo aniversário de uma iniciativa que está a contribuir com muito sucesso para condições vantajosas do nosso financiamento junto dos empresários portugueses”, adianta Emma Navarro.

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