fundos europeus

Costa acusa Poiares Maduro de “notável incompetência”

O primeiro-ministro, António Costa. Fotografia: Tiago Petinga/Lusa
O primeiro-ministro, António Costa. Fotografia: Tiago Petinga/Lusa

O primeiro-ministro responsabilizou Poiares Maduro pela quebra de investimento público registada em 2016.

O primeiro-ministro acusou hoje o ex-ministro social-democrata Miguel Poiares Maduro de “notável incompetência” na gestão do processo de transição entre o anterior e o atual programa de fundos comunitários, responsabilizando-o pela quebra de investimento público registada em 2016.

A crítica foi proferida no final do debate quinzenal da Assembleia da República, depois de o líder parlamentar socialista, Carlos César, ter acusado Pedro Passos Coelho de contradição de posições em matéria de evolução do emprego em Portugal.

“Em 22 de maio de 2016, o presidente do PSD dizia que o Governo do PS estava a dar cabo, com a sua política, de 60 mil postos de trabalho. Um ano depois, verificando-se antes a criação de 150 mil postos de trabalho, o PSD já diz que esse resultado não é atribuível ao atual Governo”, declarou Carlos César.

O presidente do PS referiu-se também à evolução da economia portuguesa, considerando que “os investidores que fizeram gerar novos empregos não o fizeram por acreditar no passado, mas sim por acreditar no atual Governo”.

O primeiro-ministro pegou nestas palavras de Carlos César sobre “a dificuldade da oposição fixar um discurso coerente” face ao atual Governo. Em concreto, António Costa apontou o caso do investimento público – opção estratégica que, a par do consumo interno, disse ser, ainda no início da presente legislatura, “demonizada” por PSD e CDS.

De acordo com António Costa, houve no ano passado uma quebra do investimento público em Portugal, que se explica, contudo, “pela forma desastrosa como foi gerida a transição do QREN [Quadro de Referência Estratégico Naciona]), até 2016, para o Portugal 2020”.

“Durante anos criticámos a forma como o então ministro Poiares Maduro geria de uma forma absolutamente desastrosa e com notável incompetência a transição do QREN para o Portugal 2020, mas, infelizmente, ninguém ligou nenhuma. O desleixo foi tanto que em plena fase de conclusão do QREN o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional foi substituído por um novo que resolveu seguir um caminho de descontinuidade em relação ao trabalho anterior”, especificou.

Para o primeiro-ministro, em 2016, o país “pagou duramente” o que aconteceu na anterior legislatura, verificando-se posteriormente uma ausência de capacidade de investimento. “Hoje, felizmente, temos o Portugal 2020 em velocidade de cruzeiro no que respeita ao Estado, às empresas e, sobretudo, ao nível das autarquias locais. Tal explica que se tenha registado um aumento de 25% do investimento público no primeiro trimestre deste ano”, acrescentou António Costa.

 

 

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