Clima

Fundos de investimento pressionam empresas a reduzir emissões

Climate Action 100+ é a estratégia apresentada para os próximos cinco anos

Um conjunto de 225 fundos de investimento de todo o mundo lançaram esta terça-feira uma iniciativa conjunta para pressionar as 100 empresas mais poluentes a que reduzam as suas emissões e avancem para a transição energética.

As entidades que lançam a iniciativa “Climate Action 100+” gerem ativos no valor de 26,3 biliões de dólares (cerca de 22,4 biliões de euros) e apresentaram o seu compromisso durante a Cimeira Um Planeta (One Planet Summit), que decorre hoje em Paris, promovida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.

A estratégia da “Climate Action 100+” é para os próximos cinco anos e prevê a publicação anual de uma informação com os avanços do grupo de empresas em questão, como a petrolífera francesa Total, a energética espanhola Gas Natural SDG ou os fabricantes automóveis Fiat e Volvo.

Os fundos comprometem-se a trabalhar com as empresas em que investem para garantir que atuam no sentido de minimizar os riscos das alterações climáticas e maximizar as oportunidades trazidas pela transição energética.

Segundo indicam num comunicado, as entidades que estão nesta iniciativa pediram aos conselhos executivos daquelas empresas que trabalhem para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e para que, na sua gestão, tenham em consideração estes desafios e oportunidades.

As empresas implicadas trabalham principalmente nos setores do gás, petróleo, energia elétrica e transportes.

Como explicaram hoje em conferência de imprensa os promotores da iniciativa, aquelas empresas vão saindo da “lista negra” à medida que forem avançando nos objetivos fixados.

Por outro lado, na altura de tomar decisões financeiras, os investidores poderão ter em conta os progressos que fizeram essas empresas.

Os fundos de investimento que se juntaram para firmar esta iniciativa asseguram estar a dar mais um passo para o compromisso assumido em 2015 com a adoção do Acordo de Paris, em dezembro, visando conseguir limitar a subida da temperatura média do planeta a dois graus Celsius no final do século.

“Juntarmo-nos como investidores globais lança uma mensagem clara e consistente”, realçou a diretora de investimento do banco HSBC, Stephanie Maier, que acredita que esta leve às ações necessárias contra o impacto das alterações climáticas.

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