Seguros

Furacão Lorenzo: “Não vale a pena arriscar a vida para salvar bens materiais”

Foto:  REUTERS/Rafael Marchante
Foto: REUTERS/Rafael Marchante

Apelo é de José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores.

“Evitar correr riscos desnecessários”. É este o principal conselho deixado pela Associação Portuguesa de Seguradores aos habitantes do arquipélago dos Açores, que a partir desta terça-feira à noite deverão começar a sentir os efeitos do Furacão Lorenzo.

“Numa situação como esta, as medidas que se podem tomar são as que o bom senso dita: proteger, na medida do possível, as pessoas e bens dos efeitos da tempestade e evitar correr riscos desnecessários. A experiência de outras catástrofes ensinou-nos a todos que não vale a pena arriscar a vida para salvar bens materiais”, destaca José Galamba de Oliveira em declarações ao Dinheiro Vivo.

Com algumas seguradoras já a adotar planos de ação para tentar minimizar os efeitos do fenómeno, como a Fidelidade, o responsável sublinha que “as empresas de seguros estão preparadas e no terreno para poderem dar uma resposta rápida e eficaz a quem venha a sofrer perdas e tenha contratado seguro”.

O responsável ressalva ainda que “estes eventos e fenómenos climatéricos adversos tenderão a ser maiores em frequência e intensidade, pelo que estar seguro é cada vez mais importante”.

O Furacão Lorenzo, de categoria 2, deverá começar a ter efeitos nos Açores já na noite desta terça-feira, nomeadamente nos grupos Ocidental e Central. Prevê-se vento forte, agitação marítima e chuva. O período mais crítico deverá acontecer durante a madrugada e a manhã de quarta-feira, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

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