Amazónia

G7 de acordo em ajudar rapidamente países afetados por incêndios na Amazónia

French President Emmanuel Macron, South African President Cyril Ramaphosa, President of Burkina Faso Roch Marc Christian Kabore, Egypt’s President Abdel-Fattah al-Sisi, Senegal's President Macky Sall and Rwanda's President Paul Kagame, G7 world leaders and leaders of international organisations arrive to attend a working session on "G7 Partnership with Africa" during the G7 summit in Biarritz, France, August 25, 2019. REUTERS/Philippe Wojazer/Pool
French President Emmanuel Macron, South African President Cyril Ramaphosa, President of Burkina Faso Roch Marc Christian Kabore, Egypt’s President Abdel-Fattah al-Sisi, Senegal's President Macky Sall and Rwanda's President Paul Kagame, G7 world leaders and leaders of international organisations arrive to attend a working session on "G7 Partnership with Africa" during the G7 summit in Biarritz, France, August 25, 2019. REUTERS/Philippe Wojazer/Pool

Face aos pedidos de ajuda, feitos nomeadamente pela Colômbia, “devemos estar presentes”, disse o presidente francês.

Os países do G7 concordaram em “ajudar o mais rapidamente possível os países afetados” pelos incêndios que se multiplicaram nos últimos dias na Amazónia, disse hoje o Presidente francês, Emmanuel Mácron.

“Há uma verdadeira convergência para dizer: ‘nós concordamos em ajudar o mais rapidamente possível os países que são atingidos pelos fogos’”, disse o Presidente francês, anfitrião da cimeira de sete grandes potências mundiais que decorre em Biarritz até segunda-feira.

Face aos pedidos de ajuda, feitos nomeadamente pela Colômbia, “devemos estar presentes”, disse Macron, que na sexta-feira criticou a “inação” do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, face ao desastre ambiental.

As imagens do “pulmão do planeta” em chamas suscitaram uma comoção mundial e colocaram o assunto no centro das discussões do G7, apesar da relutância inicial do Brasil, que não está presente na cimeira.

Macron disse que estão a ser feitos contactos com “todos os países da Amazónia” para que se possam finalizar compromissos muito concretos de “meios técnicos e financeiros”.

“Estamos a trabalhar num mecanismo de mobilização internacional para poder ajudar de maneira o mais eficaz possível estes países”, precisou.

Quanto à questão de longo prazo de reflorestação da Amazónia, “várias sensibilidades foram expressas” acrescentou.

“Mas o desafio da Amazónia para estes países e para a comunidade internacional é tal, em termos de biodiversidade, de oxigénio, de luta contra o aquecimento global, que devemos avançar com essa reflorestação”, afirmou Emmanuel Macron.

A crise ambiental agudizou-se de tal forma que ameaça torpedear o acordo comercial UE-Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), assinado no fim de junho após 20 anos de negociações.

Acusando Jair Bolsonaro de ter mentido sobre os seus compromissos com o meio ambiente, Paris anunciou que nessas condições se opõe ao tratado.

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