Poupança para a Vida

José Galamba de Oliveira: “A aversão ao risco vai continuar”

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logo_poupança_solo_curvas-02-1024x580Num contexto de taxas de juro muito baixas, os seguros de vida continuam a ser um produto apetecível para os portugueses, diz José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores.

Qual tem sido a evolução da procura dos seguros de vida?
Tem sido positiva. Depois de alguns anos difíceis, nomeadamente 2015 e 2016, o ano passado já notámos um incremento importante na subscrição deste tipo de produtos, que são basicamente PPR sob a forma de seguro. Apesar de não ser um produto virado para a poupança – como nós gostaríamos -, continua a ser apetecível e neste contexto de taxas de juro muito baixas é uma boa alternativa aos produtos existentes no mercado.

Estudos recentes mostram que os portugueses poupam sobretudo em produtos seguros, com taxas de rendimento muito baixas. Esta situação pode ser alterada?
Com a crise no setor bancário houve muita gente que perdeu parte das suas economias em produtos de maior risco. E se tipicamente na sociedade portuguesa já havia alguma aversão ao risco – e para se conseguir mais retorno, por norma tem de se correr mais risco -, isso foi algo muito exacerbado nos últimos anos. As pessoas estão mais cautelosas e abdicam de possíveis diuturnidades futuras, mais interessantes, e procuram produtos mais seguros.

Prevê que possa haver uma alteração deste comportamento?
As pessoas são cautelosas, especialmente quando as poupanças não são muitas. E Portugal é um país em que a riqueza não abunda e qualquer montante que se poupa é sempre com sacrifício, temos essa consciência. As pessoas preocupam-se em que ao menos o capital investido não seja perdido. Quando comparamos Portugal com mercados anglo-saxónicos há uma maior aversão ao risco e uma maior procura por produtos mais seguros. E esse perfil não deve mudar nos próximos anos. SAIBA MAIS

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