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Burlas. Saiba identificá-las e reagir aos sinais de alerta

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Esquemas em pirâmide, Ponzi e promessas de negócios milionários sem risco são insustentáveis e podem ser denunciados

“Quando a esmola é grande, o pobre desconfia.” Lembre-se deste provérbio se sentir que pode estar a cair em teias fraudulentas. Perante a promessa de rentabilidades fabulosas e sem qualquer risco, desconfie e procure saber tudo sobre onde vai aplicar o seu dinheiro. Uma proposta que reúna segurança, liquidez, ausência de custos e rendimento elevado é boa demais para ser verdade.

Entre os diferentes tipos de fraude financeira que já foram alvo de alerta pelo Banco de Portugal está a contrafação de notas e moedas, a apropriação indevida de dados pessoais, as propostas de operações financeiras por entidades não autorizadas e os esquemas em pirâmide, que, para o Banco de Portugal, são situações em que é prometido um investimento baixo com elevado retorno a curto prazo, muitas vezes associado a uma atividade comercial e a comissões pelo recrutamento de novos membros.

Pesquise a organização
A primeira coisa a fazer é verificar se o intermediário financeiro está registado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e no Banco de Portugal. O dinheiro entregue a entidades não autorizadas não está abrangido pelo Fundo de Garantia de Depósitos e pelo Sistema de Indemnização aos Investidores.

Desconfie dos valores
Um dos sinais de alerta dos esquemas em pirâmide e Ponzi é a promessa de rendimentos regulares elevados. Foi o que fez Bernard Madoff, o gestor de fortunas de Wall Street, que oferecia 10% a 12% de retorno anual a novos investidores, quaisquer que fossem as condições de mercado. No final de 2008, incapaz de fazer face aos pedidos de resgate dos seus clientes, admitiu tratar-se de uma mentira. Alguns promotores de esquemas fraudulentos utilizam a abordagem enganosa da multiplicação mágica do capital, com que prometem rendimentos muito superiores à média. Mas, se “a solução” é assim tão boa e isenta de risco porque precisam de gerir o capital alheio?

Disfarce de venda direta
Não é fácil separar o que é esquema em pirâmide e a venda direta ou marketing multinível, um modelo legal em Portugal. Quem não se lembra da entrada da marca de caixas de plástico Tupperware, pioneira das vendas diretas. E mais recentemente, a Avon e a Oriflame na cosmética, a Herbalife na alimentação dietética e a Vorwerk, que comercializa a Bimby. Mas, atenção, alerta o Banco de Portugal: estes modelos podem ser “armadilhas que funcionam segundo uma lógica de pirâmide, em que os rendimentos dos participantes mais antigos derivam – exclusiva ou maioritariamente – dos capitais entregues pelos novos membros e não da eventual receita gerada com as atividades comerciais publicitadas – que servem, em regra, para conferir uma aparência legal ao sistema”. Siga o conselho: confira em que tipo de negócio se prepara para apostar antes de entrar.

Verifique as condições
Os esquemas em pirâmide não podem dispensar a entrada de novos membros como fonte de capital. Mesmo que no início não esteja claro, com o tempo o participante apercebe-se de que pode ganhar mais se trouxer novos membros. Em vez de organizar uma estrutura de marketing e distribuição, estes esquemas transformam os próprios clientes em vendedores.

Saiba que um dia vai rebentar
Todos os esquemas em pirâmide pagam os rendimentos que prometem, mas apenas aos primeiros investidores. “A sustentabilidade destes negócios duvidosos só é assegurada se, e enquanto, a entrada de novos membros for superior ao número de participantes dentro da pirâmide, o seu colapso é inevitável logo que esta condição se deixe de verificar”, adverte o Banco de Portugal. Um esquema em pirâmide é sempre insustentável, resta saber quanto tempo dura.

Denuncie estas teias
Se suspeitar ter sido vítima de fraude financeira, pare de entregar dinheiro, mesmo que lhe digam que um novo pagamento permitirá recuperar o que já investiu. Depois, denuncie a organização junto da CMVM, Banco de Portugal, Instituto de Seguros de Portugal, Polícia Judiciária (Unidade Nacional de Combate à Corrupção) e do Ministério Público (Departamento Central de Investigação e Ação Penal).

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