Tecnologia

Competição desafia os mais novos a criarem ‘apps’ que mudem o mundo

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Apps for Good coloca alunos a desenvolver soluções para problemas reais. Iniciativa conta com a participação de 150 equipas.

Têm entre oito e 18 anos. À sua frente está um júri e em apenas três minutos devem apresentar a sua ideia. São crianças e jovens que aceitaram o desafio para desenvolver uma aplicação móvel que resolva problemas reais.

O terceiro Encontro Regional do Apps for Good decorreu esta terça-feira na Escola Secundária Sebastião e Silva, em Oeiras. Mais de 60 equipas tiveram a oportunidade de fazer um pitch de três minutos para um júri e apresentar a sua ideia ao público num marketplace.

“O objetivo do Apps for Good é desenvolver aplicações para smartphones e tablets que possam contribuir para a resolução de problemas relacionados com a sustentabilidade”, conta João Baracho, diretor executivo da CDI Portugal, responsável pelo lançamento do programa.

A operacionalização do programa decorreu durante o ano letivo, onde professores das mais diversas áreas disciplinares e alunos têm acesso a conteúdos com uma metodologia de projeto de cinco passos.

Os projetos enquadram-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Desde soluções no âmbito da educação de qualidade até à paz, justiça e instituições eficazes, passando ainda pelas cidades e comunidades sustentáveis ou pela redução das desigualdades. Os objetivos são apenas 17, mas a criatividade leva os mais novos a voar bem alto.

Decorreu esta tarde na Escola Secundária Sebastião e Silva, o encontro Regional da 5ª Edição do Apps for Good. (Filipe Amorim / Global Imagens)

Decorreu esta tarde na Escola Secundária Sebastião e Silva, o encontro Regional da 5ª Edição do Apps for Good.
(Filipe Amorim / Global Imagens)

É o caso da “Color You”, uma aplicação desenvolvida por alunos do Instituto dos Pupilos do Exército, que pretende ser uma ferramenta de integração para as pessoas daltónicas, divulgando o alfabeto das cores desenvolvido pela ColorADD. “Pretendemos ainda habilitar a app com informação dos vários tipos de daltonismo, bem como testes de despiste e ainda a introdução de um conjunto de curiosidades ligadas à forma como os daltónicos veem e interagem com o mundo”, explica a equipa. A “Color You” é uma das 10 finalistas deste encontro e também a vencedora do prémio do público. Vai marcar presença no evento final, a 13 de setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A grande vencedora, de entre 22 equipas finalistas – apuradas nos quatro encontros regionais (Valongo, Oeiras, Açores e Madeira) -, terá a oportunidade de apresentar a sua ideia em Londres, no evento final da competição do Reino Unido, país onde nasceu o programa.

“A experiência foi espetacular”, diz Carolina Castro, de 18 anos, membro da equipa vencedora do ano passado. A equipa da Escola Secundária Quinta do Marquês desenvolveu uma aplicação que explica de forma interativa a obra “O ano da morte de Ricardo Reis”. “O ano passado foi o primeiro ano em que tínhamos de ler obrigatoriamente ‘O ano da morte de Ricardo Reis’, de José Saramago. Então decidimos criar uma aplicação que fizesse roteiros por Lisboa e que explicasse o livro de uma forma mais interativa e mais imersiva aos alunos e que ajudasse também no estudo da obra”. Um ano depois, Carolina espera conseguir a ajuda de parceiros para aplicar a ideia a outras obras.

“Há dois anos, levámos a Londres uma solução de realidade aumentada e houve vários contactos de empresas com potencial interesse”, aponta João Baracho. “Em Londres, tivemos parceiros como a administração do Facebook, Spotify e Netflix”.

Oeiras, 02/07/2019 - Decorreu esta tarde na Escola Secundária Sebastião e Silva, o encontro Regional da 5ª Edição do Apps for Good. (Filipe Amorim / Global Imagens)

Decorreu esta tarde na Escola Secundária Sebastião e Silva, o encontro Regional da 5ª Edição do Apps for Good.
(Filipe Amorim / Global Imagens)

As equipas só podem participar uma vez, mas quem não ganha não deve deixar morrer o seu projeto. Para isso, a CDI promove outra iniciativa, a App Startup, onde todas as equipas que já participaram na competição são convidadas a apresentar a sua ideia “num contexto mais profissional”, conta João Baracho. “E já não é um concurso. Vão lá, apresentam-se e se houver pessoas disponíveis para financiar, financiam. No ano passado fizemos na Futurália e tivemos duas aplicações que foram financiadas, uma delas desenvolvida por miúdos de nove anos é para facilitar a leitura, a ABC Play”, destaca.

Este ano, a App Startup vai decorrer a 22 de outubro no Digital Summit. “Fomos convidados e aceitámos logo porque os miúdos vão estar a fazer a apresentação das apps deles no meio dos grandes profissionais do e-commerce e da tecnologia a nível mundial”, conta o responsável da CDI Portugal.

A Apps for Good vai já na sexta edição em Portugal. João Baracho refere que espera desenvolver um piloto ibérico já no ano que vem.

Finalistas do Encontro Regional de Oeiras
– Color You – Instituto dos Pupilos do Exército
– InvasorasCV – Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis
– Unsee Notes – Agrupamento de Escolas Amadora Oeste
– Make it Easy – Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro
– AEEG Alugin – Escola Secundária de Sacavém
– Clean City – Agrupamento de Escolas Dr. Ginestal Machado
– RescuePets – Agrupamento de Escolas de Saboia nº1
– Institut Care – International School of Palmela
– Eco A – Salesianos do Estoril
– Jonhy Aprende – Salesianos do Estoril

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