Coronavírus

Coronavírus: Pandemia económica já contagia Portugal

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Há um novo cisne negro a ameaçar o crescimento mundial.

Cancelado. Suspenso. Adiado. Anulado. Fechado. É o que mais se vê, numa altura em que o Covid-19 se espalha pela Europa deitando por terra planos de viagens de milhões de turistas. Os efeitos ainda não estão contabilizados, mas já se fazem sentir no cancelamento das maiores feiras e nas férias. E podem piorar ainda antes da Páscoa, entre uma China congelada e uma Itália de quarentena, com os habituais visitantes de destinos de neve ou religiosos (Meca, Lurdes, Fátima) a ficar em terra. À hora de fecho da edição, no dia em que o número de novos casos começava a abrandar na China, havia perto de 84 mil infetados no mundo (2867 mortos).

Pela primeira vez em mais de uma década, o tráfego aéreo global pode quebrar. Serão -5%, quando se previa uma subida de 4% para este ano, varrendo perto de 30 mil milhões de euros dos resultados das companhias de aviação, antecipa a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), e fazendo regressar os fantasmas da crise financeira de 2008 ao turismo, à indústria e a toda a economia mundial.

Por cá ainda não há infetados mas a economia já foi contagiada, ainda que a pauta oficial apele à calma. O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, encarregou o IAPMEI de fazer a recolha da situação dos vários setores e segunda-feira há reunião de avaliação com representantes setoriais.

Da Páscoa a Fátima, turismo vai sofrer

Para já, a AICEP mantém o discurso alinhado com as declarações que emitiu no final de janeiro: é cedo para quantificar o impacto nas empresas nacionais e atividades económicas Lisboa-Pequim. Mas “poderá haver repercussões em Portugal”, tendo em conta os desenvolvimentos em Itália, admite a entidade liderada por Castro Henriques. “Temos recebido contactos de empresas e associações e disponibilizado toda a informação e apoio através dos serviços aqui e das delegações espalhadas pelo mundo.” A AICEP indica que, dado o peso e a dimensão económica da China, “além do impacto no comércio global, também poderá ter efeitos. Até novembro, as exportações portuguesas para Pequim valiam 553 milhões, com o gigante asiático a ocupar a 15.ª posição no ranking de clientes dos nossos produtos. Enquanto na perspetiva fornecedor de Portugal, assume ainda maior relevância: é o sexto maior.

Quanto ao turismo, a preocupação excede em muito as fronteiras chinesas: se esse não é um dos maiores mercados emissores, a entrada do vírus na Europa tem já impactos em várias áreas. Há cancelamentos em hotéis desde janeiro (aquando da deliberação das autoridades em Pequim de suspender viagens organizadas); reconhecendo “abrandamento significativo” a easyJet decidiu cancelar voos, principalmente de e para Itália; o líder da associação de agências de viagens admitiu já cancelamentos.

No segmento dos eventos, um dos mais fortes e que ajudam a combater a sazonalidade, a Associação de Turismo de Lisboa garante ao Dinheiro Vivo que, “até ao momento, não há conhecimento de cancelamentos em Lisboa”.

A semanas da Páscoa, a presidente da Associação da Hotelaria de Portugal não quer antecipar resultados. Cristina Siza Vieira sublinha que “faltam cerca de 40 dias e a expectativa é de que esteja bom tempo e até lá se atinja o pico e alguma remissão do vírus”. A ser assim, não se estimam cancelamentos significativos. “A não ser, mantendo-se o medo de viajar, terá um peso mais expressivo.” Razão pela qual a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, admite estar, “em articulação com outras áreas governativas e autoridades de saúde pública, atenta e a acompanhar empenhadamente todos os desenvolvimentos em torno do Covid-19”. “Os portugueses vão analisar a oportunidade da manutenção das viagens com bom senso, sendo certo que a OMS não coloca, nesta altura, entraves”, sublinha a governante.

O Pestana, o maior grupo hoteleiro nacional, assume sentir um impacto negativo “desde janeiro com abrandamento nas reservas e cancelamentos ou adiamentos, em especial de grupos”. No Vila Galé, segundo maior, as reservas ainda não sofreram contágio. Mas os cancelamentos “estão a surgir e não é apenas no mercado de lazer”, sublinha Cristina Siza Vieira, admitindo a probabilidade de Fátima vir a sofrer cancelamentos por parte dos mercados sul-coreano e italiano.

Investimento imobiliário abranda

Face à importância que o investimento estrangeiro ganhou no imobiliário em Portugal, o setor também está a acompanhar a evolução do surto com cautela. Luís Lima admite que o investimento pode ter quebras. “Os investimentos são postos em causa face ao alastrar do vírus, muitos estão a abster-se de investir à medida que o número de casos aumenta no mundo. Com a possibilidade de as viagens diminuírem, e consequentemente o volume de negócios das empresas se reduzir, é expectável que o imobiliário, nomeadamente o português, sofra. Há uma união de facto entre turismo e imobiliário, e tudo o que afeta um impacta o outro”, destaca o presidente da Associação dos Profissionais de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

O impedimento às viagens – oficiais ou por receio – também resulta em contágio acrescido, conforme demonstra o inquérito ontem revelado pela Associação Empresarial de Portugal. Dificuldades de abastecimento no exterior, em particular de matérias-primas mas também de produtos, menos encomendas, cancelamento ou adiamento de eventos, movimentações dificultadas, fecho de fábricas e abrandamento económico “estão entre os principais constrangimentos apontados pelos empresários”. “Apesar de mais de metade das empresas referirem não sentir ainda, um quinto já reconhece efeitos negativos significativos ou muito significativos” e quase todos aguardam o embate em força nos seus negócios, rejeitando em absoluto a ideia de que a quebra internacional pode ser uma oportunidade.

No calçado, Itália é a maior preocupação

Importadores de componentes da China, os fabricantes de sapatos admitem mesmo que, se a indústria chinesa se mantiver parada, a situação pode complicar-se. Em causa estão solas, palmilhas e outros acessórios, com Pequim a contribuir com cinco dos 60 milhões de euros de componentes importados ao ano. Já como destino China e Hong Kong valem quase 30 milhões e cresceram a dois dígitos no ano passado, sendo o território autónomo o mercado que mais valoriza os sapatos made in Portugal (63,60 euros/par, contra 43,82 na China continental e o valor médio das exportações: 23,25 euros).

Pior é a situação de Itália, de onde chega praticamente metade dos curtumes e componentes. “Temos as empresas a funcionar, mas se a situação se demorar será preocupante. As unidades industriais no norte de Itália estão a meio gás, as informações estão a ser avaliadas quase de hora a hora”, diz a associação do calçado. A APICCAPS adiou “por uma questão de bom senso” a reunião com os industriais que representa – e que estiveram em Milão, na Micam, há duas semanas.

Travagem a fundo na roupa e nos tecidos

No têxtil e vestuário, o stock de matérias-primas dá para um mês. Havendo alternativas como Índia, Paquistão ou Turquia, os patrões (ANIVEC e ATP) já questionam a dependência global de Pequim. “Tornámos a China na fábrica do mundo”, diz Mário Jorge Machado, da ATP, que lembra o Industry4Europe, assinado por 149 associações setoriais e entregue a Bruxelas com propostas para a política industrial em sete áreas prioritárias. César Araújo, da ANIVEC, acredita que os “efeitos serão catastróficos” e em cadeia. “A China parou, ninguém vende. Grandes marcas estão em pânico.” E lembra um estudo da consultora americana Bernstein, em parceria com o Boston Consulting Group, que estima que o Covid-19 poderá custar ao mercado de luxo 40 mil milhões em vendas neste ano.

Com cerca de seis mil empresas e 138 mil trabalhadores, têxtil e vestuário exportaram 5,3 mil milhões de euros em 2019. Para a TMG Automotive, o mercado chinês vale 12% das exportações da empresa de Vila Nova de Famalicão que fornece as fábricas de marcas como Mercedes, BMW e Volvo. São 16 milhões/ano, mas a CEO, Isabel Furtado, está tranquila: “Não podemos entrar em pânico.” Mesmo que os técnicos italianos que se deveriam deslocar à fábrica na próxima semana para assegurar a manutenção das máquinas tenham cancelado. As encomendas de janeiro para Pequim ainda seguiram, nas seguintes há “confiança na normalização”. “Não entrego nos locais mais problemáticos e em Guangzhou já há empresas a laborar. De resto, a Inditex e outros mandam vir muita coisa da China, se não conseguirem importar terão de se abastecer na Europa.”

Com a mercadoria parada está a Riopele, que há dois meses não consegue enviar nada para a China – nem faturar o que já produziu. “Se a situação se prolongar, vamos assistir a um abrandamento muito grande da economia mundial”, diz o CEO da empresa de Pousada de Saramagos para a qual Pequim vale 3% de uma faturação global de 80 milhões. E se José Alexandre Oliveira não compra nada à China, os seus fornecedores de corantes e químicos, alemães e suíços, compram. “A maioria dos componentes da indústria automóvel vem de lá…”

Para a Clothius, empresa de tecelagem de Barcelos, o problema é Itália – que compra à China. Há fornecedores italianos a sentir falta de matérias-primas, incluindo as usadas na extrusão de fios, e “algumas limitações” ao nível dos acessórios. Mas para Jorge Vale, que trabalha já com marcas como a Armani ou a Karl Lagerfeld, até está a subir a procura da unidade especializada em malha para desporto e active wear, por clientes “que têm encomendas retidas na China e urgência em encontrar alternativas”.

Atenção no retalho, cerveja e agricultura

Também na alimentação há necessidades sinalizadas: a Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP) está a recomendar aos 15 mil produtores associados que comecem a planificar fatores de produção, como adubos, para enfrentar quebras de fornecimento. “A China é um dos centros industriais de produção”, diz Domingos Santos, se as paragens aumentarem “corremos o risco de faltarem princípios ativos ou fitofarmacêuticos”, refere o presidente da FNOP, assegurando não haver ainda quebras ou oscilações de preço por aumento da procura, num momento em que arranca a produção de frutas e hortícolas ao ar livre. “Há atenção e apreensão, mas ainda sem preocupação relativamente ao impacto nas exportações”, diz também Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). “Mas as exportações agrícolas nacionais – as que mais cresceram na última década e representam 20% do total da venda de bens transacionáveis para fora, 10,5 mil milhões – sentem estes movimentos globais.” O impacto vai depender de vários fatores, “a começar pela duração do surto e pela gravidade das medidas para o combater”.

“A maioria das empresas está a operar normalmente”, garante Pedro Queiroz, diretor-geral da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares. “Embora seja um mercado de grande atratividade, a China representa pouco mais de 1% dos nossos clientes e fornecedores. Já Espanha, por exemplo, nosso principal destino, merece maior preocupação.” Também os retalhistas têm escapado ao impacto. “A APED (Associação Portuguesa de Empresas e Distribuição) não registou alterações ao normal funcionamento dos espaços comerciais. Consumo e abastecimento decorrem com normalidade.”

Se em janeiro nada havia a declarar, um mês depois a Super Bock “criou uma comissão interna com acompanhamento médico para monitorizar a situação do Covid-19”, contacto médico específico para onde os colaboradores canalizam questões e informações. Foi o que ditou o alastrar do contágio “a zonas fora da China, nomeadamente Itália, Japão, Singapura, Coreia do Sul e Irão”, explica o grupo, que desencoraja viagens e especificou um conjunto de recomendações aos trabalhadores, incluindo contactos de grupos de risco com o gabinete médico de forma a facilitar a “monitorização do estado clínico e despiste de qualquer possível incubação”. A empresa liderada por Rui Lopes Ferreira reforçou a aposta na China em 2019, com a joint-venture com o importador local; as exportações representam um quarto das vendas, num volume de negócios de 458 milhões em que a China pesa 30% nas vendas para fora.

Efeitos na tecnologia são visíveis

Neste momento, a Goldman Sachs antecipa perdas de 2% no PIB mundial, com o crescimento chinês a abrandar de 6% para 1% no primeiro trimestre, fábricas a meio gás e empresas a fechar. Nas primeiras duas semanas de fevereiro, a venda de carros para a China caiu 92%, bater de asas que fez cair a pique a atividade das exportadoras. Sendo Pequim um ávido consumidor e um fornecedor gigantesco – maior parceiro comercial da América do Sul, maior comprador de agrícolas e minerais, líder na importação de matérias-primas, relevante emissores de turistas -, qualquer sopro ali causa um vendaval no mundo.

Com a província de Hubei a concentrar grande número de fabricantes tecnológicas, a indústria cedo deu mostras de ser um dos setores mais afetados. A TrendForce estima que as interrupções na produção tirem milhões de unidades às remessas globais, com o maior impacto no setor dos telefones o vírus deve apagar 10% da produção trimestral, para 275 milhões. Já nos computadores, a IDC estima uma quebra de 9% nas vendas. Também a Xiaomi revela sentir “impacto na produção e disponibilidade de produtos”, mas espera que “as consequências estejam limitadas ao primeiro trimestre”. A empresa dos smartphones acessíveis lembra que metade do lucro de 2019 foi gerado em mercados internacionais. “É resiliente ao impacto do vírus.”

Com fábrica em Coruche, onde faz a montagem de telefones com componentes chineses, a portuguesa Iki Mobile tem tido “solicitações acima do normal para a produção de equipamentos”. A unidade portuguesa está a assumir-se uma alternativa às viagens internacionais. Com as principais operadoras de telecomunicações a incluírem a venda de equipamentos, especialmente telefones, no portfólio de negócios, Altice, NOS e Vodafone asseguram estar atentas mas não sentir impacto nos inventários. Entre as grandes tecnológicas, a Apple já avisou que não conseguirá cumprir as metas de receitas trimestrais e a Microsoft atualizou previsões trimestrais, acautelando o mercado para o não cumprimento do objetivo de 11 mil milhões de dólares de receitas.

No setor dos transportes, há cautela mas só a FlixBus e os terminais de cruzeiros de Lisboa e Portimão admitem ter adotado medidas. A empresa de expressos recomendou aos operadores parceiros “medidas especiais de prevenção e higiene, incluido o reforço da limpeza dos veículos e a disponbilização de desinfetantes para as mãos a bordo”. Os terminais de cruzeiros têm, “desde a primeira hora, articulado a sua atuação com a Autoridade de Saúde Local, e cumprido todas as orientações”. A Rede Expressos lembra apenas que não tem ligações diretas a Itália e que emitiu “recomendações gerais” aos operadores. “Notamos uma quebra não significativa nas viagens, podendo ser alvo meramente conjuntural”, indica o administrador Martinho Santos Costa.

Mercado interno de joias ressente-se

Na joalharia já se sente o efeito do vírus tanto externa como internamente. Se exportamos só 10% da produção, num total de 100 milhões ao ano, Hong Kong é o terceiro destino, com uma quota de 30%. O adiamento do HK International Jewellery obrigou empresas portuguesas a cancelar voos e hotéis e “vai ter impacto nas vendas, já que é uma plataforma para o mundo”, diz a diretora-geral da Associação de Ourivesaria e Relojoaria. Fátima Santos admite que as empresas terão de encontrar “formas criativas” de abordar o mercado, para chegar a potenciais compradores. Felizmente, a feira de Vicenza, que decorreu em Itália em janeiro, teve um número recorde de visitantes. O clima de incerteza, e um certo alarmismo, é o que mais preocupa agora. “O mercado nacional estava a correr muito bem, por via do turismo, e agora há menos turistas… temos empresas que trabalham muito bem com joalharias em Paris que não vendem nada porque o turismo está parado”, diz Fátima Santos.

EUA são alternativa para os vinhos

No vinho, o principal efeito do Covid-19 são as exportações bloqueadas para a China e o adiamento da principal feira de promoção, a Prowein Shangai para a segunda semana de junho. São duas semanas apenas mas faz o evento colidir com o programa de promoção dos vinhos nacionais e provavelmente obrigará a ViniPortugal a cancelar ações em Shenzhen e Hangzhou. Dos mais de 820 milhões de euros de vinho que o país vendeu no ano passado, Pequim absorveu perto de 20 milhões. Mas embora o mercado chinês esteja há dois anos a fechar-se aos vinhos europeus, Portugal “ganha quota”, pelo que a intenção é manter o nível de investimento. Mas há que procurar mercados alternativos, reforçando, provavelmente, as ações nos EUA. “A administração Trump confirmou a intenção de manter a sobretaxa de 25% sobre os vinhos de Paris, Berlim, Madrid e Londres (parceiros da Airbus), o que pode abrir oportunidades”, diz Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal. Também a APCOR aponta impactos “na gestão diária das empresas”, como o cancelamento de viagens e a ameaça de não realização de feiras, como as questões que mais preocupam as empresas da cortiça. A China é a 9.ª entre os maiores clientes das rolhas portuguesas, tendo adquirido, em 2019, cerca de 21 milhões: 2% do total das exportações nacionais.

Mercado italiano preocupa metalurgia

Para a campeã das exportações – 19,6 mil milhões de euros -, a metalurgia e metalomecânica, a paralisação da economia chinesa não é “especialmente inquietante”, já que o que ali importa “pode ser adquirido cá”. Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMMAP, diz até que o setor está a receber encomendas de moldes e peças técnicas, “para indústria automóvel”, que se destinariam à China. O problema maior é a chegada do Covid-19 à Europa, em especial, quando Itália tem vindo a ganhar importância para a indústria portuguesa, que para lá exporta peças técnicas e componentes para tecnologias de produção. “Ainda não há encomendas canceladas, mas, se a situação se prolongar, pode causar uma redução da produção. Até porque as empresas dos grupos internacionais já estão a funcionar a meio gás.” E o “alarmismo com as viagens está a piorar tudo”, admite.

Farmacêuticas e afins com impacto reduzido

Com o mundo preocupado e a urgência no desenvolvimento de uma vacina em tempo recorde, fora dos laboratórios o setor farmacêutico tem visto uma corrida a máscaras e produtos de desinfeção, mas a Apifarma (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica) garante que o “risco de impactos negativos na produção e fornecimento de medicamentos é muito reduzido”. A indústria desenvolveu “rigorosos métodos de gestão das cadeias de fornecimento que permitem reagir a problemas internos e a choques externos como o atual”, explica, lembrando que há sempre os planos de contingência. “O acesso às matérias-primas para a produção de genéricos e biossimilares não está afetado”, confirma João Madeira, presidente da Apogen, garantindo que as empresas estão a monitorizar ativamente as cadeias de stock, para antecipar constrangimentos.

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