Imobiliário

Esta casa à prova de furacões é feita de 600 mil garrafas de plástico

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

A estrutura pretende responder a dois problemas relacionados com as alterações climáticas: excesso de desperdício e condições meteorológicas extremas.

Ao longe, esta casa na Nova Escócia parece ser feita de madeira. Mas a estrutura – escondida sob o revestimento de alumínio reciclado impresso a laser a imitar cedro – foi construída com 600.000 garrafas de plástico recicladas, trituradas, derretidas e transformadas em paredes de seis polegadas de espessura.

“Esta é uma maneira de se livrar dos resíduos plásticos e, ao mesmo tempo, desenvolver estruturas que sejam sustentáveis”, diz David Saulnier, cofundador da JD Composites, a startup que construiu a casa do protótipo, à Fast Company. Os painéis de plástico reciclado conferem mais isolamento do que as paredes típicas, para que os proprietários possam economizar energia.

Usar este tipo de painel para construir uma casa não é novo, mas a empresa optou por usar um material totalmente reciclado para tentar resolver o problema do plástico. A cada minuto, segundo uma estimativa, os consumidores compram pelo menos um milhão de garrafas de plástico descartável. A maioria acaba em aterros ou em cursos de água. A startup fez uma parceria com a Armacell, uma empresa belga que usa garrafas rejeitadas pela indústria da reciclagem para construir um núcleo de espuma de 100% de plástico reciclado. A JD Composites apara esse material e lamina-o para criar cada painel.

Embora as paredes sejam leves, elas são desenhadas para serem fortes. Os painéis são mais rápidos de montar do que a construção típica. Há uma semana, um reboque flatbed chegou ao local da construção com cerca de 170 painéis, cada um projetado para uma posição diferente em casa e os construtores demoraram sete horas na montagem. No dia seguinte, eles completaram o telhado, feito do mesmo material. A estrutura elimina a necessidade de enquadramento, isolamento separado, telhas no telhado e pregos. Os painéis são colados quimicamente, ajudando a tornar toda a estrutura mais forte. Saulnier vê isso como uma solução para moradias em regiões propensas a furacões e para o socorro em catástrofes.

O custo para o protótipo da casa compara-se à construção convencional. Durante a vida de uma hipoteca, Saulnier diz que os proprietários poderiam poupar dezenas de milhares de dólares devido à eficiência energética da casa.

A primeira casa, com cerca de 186 metros quadrados, será alugada no Airbnb antes de entrar no mercado, e a empresa espera se expandir rapidamente – em parte, para aproveitar melhor o enorme volume de plástico.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.
Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Assembleia da República. Fotografia: António Cotrim/Lusa

Gestores elegem medidas para o novo governo

Joana Valadares e a sócia, Teresa Madeira, decidiram avançar em 2015, depois do encerramento da empresa onde trabalhavam há 20 anos. Usaram o Montante Único para conseguir o capital necessário e a Mimobox arrancou em 2016. Já quadruplicaram o volume de negócios. (Foto cedida pelas retratadas)

Desempregados que criam negócios geram mais emprego

Salvador de Mello, CEO do grupo CUF (Artur Machado/Global Imagens)

CUF vai formar alunos médicos de universidade pública

Outros conteúdos GMG
Esta casa à prova de furacões é feita de 600 mil garrafas de plástico