Algarve

Estado pode encaixar 153 milhões em impostos com resort de luxo no Algarve

Cam04_Piscina_vFINAL1

Foto: Ombria Resort
Foto0370_GRD

Foto: Ombria Resort
Cam14_Panoramica Norte_vFINAL2 (1)

Foto: Ombria Resort
Cam_Library_GRD_00000

Foto: Ombria Resort
02.04.2019 / 16:25

Ombria Resort em Loulé deverá abrir portas a partir de 2021.

O resort de luxo que o grupo Pontos está a construir em Loulé deverá representar um encaixe fiscal para o Estado superior a 153 milhões de euros.

Segundo um estudo desenvolvido pela Universidade do Algarve sobre o impacto económico e social do Ombria Resort, o empreendimento deverá render à administração local 22,2 milhões de euros em impostos. Já ao governo central, detalha o estudo, serão entregues cerca de 131 milhões de euros. Isto num “quadro de estabilidade de políticas fiscais”, refere uma nota enviada às redações.

O projeto Ombria Resort arrancou no verão de 2017, quase três décadas depois de o grupo Pontos ter comprado 150 hectares de terreno no interior do concelho de Loulé, entre as aldeias de Tôr e Querença.

O empreendimento, cuja primeira fase deverá entrar em funcionamento em 2021, representa um investimento superior a 250 milhões de euros por parte do fundo finlandês.

O projeto prevê a construção de um complexo hoteleiro de cinco estrelas sob a marca Viceroy e ainda três zonas residenciais com 380 casas, entre moradias de luxo, vivendas geminadas e apartamentos. O complexo terá ainda um campo de golfe e instalações de lazer, incluindo áreas dedicadas a agricultura biológica, apicultura e um observatório astronómico. Os promotores têm como objetivo criar um espaço “sustentável e aberto à comunidade local”.

O mesmo estudo refere que durante a construção das instalações serão necessários em média 140 trabalhadores por ano, estando previsto um pico de mão-de-obra em 2020, com 570 trabalhadores. A partir de 2021, quando a primeira fase do projeto já estiver em funcionamento, a necessidade de mão-de-obra deverá estabilizar nos 300 trabalhadores por ano. Destes, 15% serão profissionais com qualificações superiores.

Além de criar emprego, refere a nota, “o Ombria Resort espera vir a fixar novos habitantes nesta zona de baixa densidade populacional” no interior algarvio.